Vieira do Minho, Portugal – As chamas que deflagraram na Póvoa de Lanhoso atravessaram a fronteira do concelho e atingiram a freguesia de Guilhofrei, em Vieira do Minho. A situação, que chegou a envolver duas frentes de fogo distintas, foi parcialmente controlada, restando apenas um setor ativo que exige vigilância apertada e empenho contínuo das equipas no terreno.
O combate ao sinistro está a ser condicionado por um obstáculo geográfico: o declive acentuado do terreno, combinado com a escassez de acessos, trava a progressão dos veículos de combate. Perante este cenário, os meios aéreos tornaram-se o pilar central da estratégia de contenção, sendo cruciais para chegar onde os operacionais têm maior dificuldade em atuar. Às 12h00, o dispositivo reunia 93 elementos, apoiados por 26 viaturas e sete aeronaves.
Para alívio das populações e das autoridades, o fogo consome essencialmente áreas de mato. Até ao momento, não há registo de casas em risco, nem a necessidade de cortar vias de circulação rodoviária. As condições meteorológicas mantêm-se sob monitorização, com uma temperatura na zona de 29 graus e um vento fraco, que sopra a seis quilómetros por hora.
Este foco de incêndio ocorre num dia em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) renovou os alertas de perigo. Mais de 50 concelhos, espalhados por distritos como Castelo Branco, Guarda, Coimbra, Santarém, Leiria, Portalegre e Faro, enfrentam hoje o perigo máximo de incêndio rural.
A situação estende-se a uma área ainda mais vasta, com mais de 100 concelhos integrados num patamar de perigo muito elevado. O mapa de risco abrange quase a totalidade do território nacional, incluindo Braga, Porto, Viseu, Vila Real, Bragança, Aveiro, Lisboa, Setúbal, Évora e Beja. O calor persistente continua a exigir cautela extrema por parte de todos os agentes envolvidos no sistema de proteção civil.








