O Livre anunciou cinquenta candidaturas para as eleições autárquicas de outubro, metade delas em coligações à esquerda, com o objetivo de expandir a sua presença local e impedir o avanço da extrema-direita. Nenhum dos deputados do partido na Assembleia da República será candidato.
Em 2021, o partido atravessava um período conturbado: após eleger pela primeira vez uma deputada, Joacine Katar Moreira, perdeu representação parlamentar quando a deputada se tornou não inscrita. Nessa altura, Rui Tavares candidatou-se às autárquicas e tornou-se vereador em Lisboa, enquanto Isabel Mendes Lopes assumiu mandato na Assembleia Municipal da capital. O Livre conquistou oito eleitos locais, incluindo vereadores e deputados municipais em Lisboa, Oeiras, Felgueiras e Vila Real de Santo António, além de membros em assembleias de freguesia.
Nas legislativas de 2022, Rui Tavares voltou à Assembleia da República, e o partido consolidou-se como a força política à esquerda que mais votos somou, atrás apenas do PS, superando BE e PCP.
O Livre formou várias coligações nas autárquicas, destacando Lisboa (Alexandra Leitão, PS/Livre/BE/PAN), Sintra (Ana Mendes Godinho, PS/Livre) e Porto (Hélder Sousa, Livre). Outras alianças incluem PS, BE e PAN em cidades como Albufeira e Ponta Delgada, BE e PS em Felgueiras, e coligações com movimentos independentes em Oeiras e Coimbra. O partido apresenta listas próprias em 28 municípios, incluindo Amadora, Aveiro, Braga, Funchal, Porto e Vila Real.
Rui Tavares destacou a mudança no panorama da política autárquica à esquerda: “Com o aparecimento do Livre e a relevância que ganhou, há muitas coligações nas esquerdas”. O partido sublinha ainda a importância de conter “uma direita que está em radicalização e cada vez mais reacionária”.
O objetivo do Livre é crescer em número de eleitos e contribuir para um futuro mais justo, inclusivo e ecológico, propondo políticas que beneficiem as pessoas e não apenas criticando ou polarizando o debate político.











