O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que as autoridades estão a monitorizar de perto a evolução da situação na bacia do Mondego, mas sublinhou que o restante território nacional continua igualmente sob atenção.
“Estamos especialmente atentos ao que possa acontecer aqui, mas não esquecemos o resto do país”, declarou, referindo que o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil já tinha mencionado outras bacias hidrográficas afetadas por cheias e inundações.
A intervenção decorreu ao início da noite, nas novas instalações do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra. Na ocasião, o chefe de Estado recordou que, embora algumas notícias relativas a outras bacias fossem mais animadoras do que as respeitantes ao Mondego, o cenário pode alterar-se rapidamente.
Marcelo alertou que, caso a precipitação na bacia do Sado atinja níveis idênticos aos registados ou previstos para o Mondego, poderá verificar-se um agravamento da situação, que entretanto dava sinais de melhoria. O mesmo, acrescentou, poderá acontecer na bacia do Tejo.
O Presidente reconheceu que o país manifesta solidariedade para com as populações afetadas pelo Rio Mondego, mas assinalou que outras regiões também solicitam que não sejam esquecidas. Nesse contexto, reiterou a posição expressa pelo primeiro-ministro: “Não esqueceremos ninguém”. Sublinhou ainda que tanto o atual como o próximo Presidente da República manterão esse compromisso, frisando que o Estado tem o dever de agir com equidade e responsabilidade.
Desde a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, registaram-se 16 vítimas mortais em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. A última vítima foi um homem de 72 anos que sofreu uma queda no dia 28 de janeiro, enquanto reparava o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que viria a falecer a 10 de fevereiro nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
O temporal provocou ainda danos significativos, incluindo destruição parcial ou total de habitações, empresas e infraestruturas, queda de árvores e estruturas, encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, além de cortes no fornecimento de energia, água e comunicações, bem como inundações e cheias.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo encontram-se entre as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio que pode ascender a 2,5 mil milhões de euros.










