O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou que o Estado continua a constituir um entrave significativo ao crescimento económico, advertindo para um cenário que classificou como “miserável” a partir de 2027 e defendendo que a reforma do Estado tem sido insuficiente.
As declarações foram proferidas esta quarta-feira, em Lisboa, durante a apresentação do ensaio “Economia, Inovação e Inteligência Artificial”, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Segundo Passos Coelho, o funcionamento atual do Estado limita a dinâmica económica e a sua qualidade tem vindo a degradar-se de forma acentuada. Na sua perspetiva, este problema não pode ser enquadrado como uma disputa entre forças políticas, uma vez que diferentes partidos exerceram responsabilidades governativas ao longo dos anos.
Ainda assim, criticou a falta de avanços concretos na modernização da máquina administrativa. Embora o tema da reforma do Estado seja recorrente no discurso político, sustentou que as medidas implementadas têm sido escassas e insuficientes face aos desafios estruturais que o país enfrenta.










