São Pedro do Sul, Portugal – O Estado deve deixar de ver o bolso dos contribuintes como uma extensão dos seus próprios cofres. A exigência foi feita este sábado, 19 de setembro, por Mariana Leitão, durante a quarta edição da Academia Liberal da Juventude, que decorre em São Pedro do Sul. Para a líder da Iniciativa Liberal, o ciclo de ineficiência e despesismo público tem de terminar, permitindo que os cidadãos retiram um proveito real do trabalho que desenvolvem.
À margem do encontro, que reúne cerca de uma centena de participantes no distrito de Viseu, a responsável focou-se na proposta do partido para o setor dos combustíveis. O projeto de resolução prevê uma redução direta de 30 cêntimos por litro. O mecanismo assenta na eliminação da dupla tributação no imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP), ajustando a carga fiscal nacional à realidade do poder de compra europeu.
“O Estado nunca faz o esforço, mas pede-o constantemente a quem vive cada vez pior”, sublinhou Mariana Leitão. A deputada argumentou que o dinheiro produzido pelos portugueses, seja através de investimento ou do salário, deve servir para garantir qualidade de vida, em vez de ser canalizado para alimentar o que classificou como vícios e incompetências da máquina estatal.
A Iniciativa Liberal sublinha que a parte política já foi cumprida com a aprovação da medida em sede parlamentar. Agora, a responsabilidade de operacionalizar o alívio imediato nas bombas de combustível recai sobre o Governo. A intenção, segundo a líder, é clara: mitigar o impacto direto que o custo dos combustíveis exerce sobre o orçamento doméstico das famílias.
A iniciativa, que termina este fim de semana, serve também de plataforma para desenhar uma estratégia para o país a longo prazo. Mariana Leitão defende que o exercício da política exige uma visão de 10 ou 20 anos. O objetivo, sustenta, é deixar um país estruturado para as gerações mais novas, em vez de se restringir a uma gestão baseada na urgência do dia a dia.









