O setor dos transportes em Portugal desenhou uma trajetória de crescimento durante o segundo trimestre deste ano, ainda que com uma ausência notável no sistema de metropolitano. A análise dos dados, divulgada na terça-feira, 8 de setembro, revela que, em termos homólogos, a procura aumentou em praticamente todos os eixos de mobilidade, rompendo com a tendência de queda que o metro insiste em manter.
Este é, precisamente, o terceiro trimestre consecutivo em que o metropolitano perde terreno. Entre abril e junho, as carruagens transportaram 73,0 milhões de passageiros, o que se traduz numa descida de 1,0% face ao período homólogo do ano anterior. O sinal de alarme, contudo, já vinha de trás: no trimestre imediatamente anterior, a quebra tinha sido mais acentuada, fixando-se nos 2,2%.
O cenário é distinto quando se olha para o transporte de mercadorias. Enquanto os passageiros circulam mais, o fluxo de carga parece ter perdido ímpeto. O relatório indica recuos no volume de mercadorias movimentadas tanto por via rodoviária como por transporte ferroviário, deixando uma nota de cautela sobre o dinamismo logístico do período.
A discrepância entre os diferentes modos de transporte coloca o foco sobre o desempenho do metropolitano, que continua sem conseguir inverter a curva descendente. Num sistema que integra vastas redes urbanas, a persistência desta quebra contrasta com o comportamento dos restantes operadores, que beneficiaram de um aumento da procura nesta fase do ano.








