O presidente da Câmara da Figueira da Foz contrariou a comunicação pública do Governo, que assegurou estar a desenvolver todas as diligências após a passagem da depressão Kristin por Portugal. Pedro Santana Lopes deixou duras críticas à falta de resposta institucional durante o mau tempo, afirmando que nenhum responsável dos atuais órgãos de soberania entrou em contacto com a autarquia.
Numa publicação feita esta quinta-feira na sua página de Facebook, com o título “silêncios e um gesto”, o antigo primeiro-ministro foi direto: “Connosco ninguém contactou. (…) Mas não faz falta.” A declaração surge em reação às garantias do executivo de que estaria a acompanhar a situação no terreno e a apoiar os municípios afetados.
Santana Lopes sublinhou ainda que, entre as principais figuras do panorama político nacional, apenas o candidato presidencial António José Seguro entrou em contacto, “por telefonema e mensagem”, demonstrando preocupação com a situação vivida no concelho.
Além de Seguro, o autarca revelou ter recebido também uma chamada do presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes. “Foi muito gentil, colocou os meios da autarquia à nossa disposição”, referiu.
No rescaldo dos estragos causados pela sucessão de temporais, a atuação do Governo tem sido alvo de críticas. André Ventura questionou igualmente a resposta política, apontando “uma falta de presença institucional do Governo e do Presidente da República” nas primeiras horas após a passagem da depressão Kristin.
Entretanto, o primeiro-ministro Luís Montenegro deslocou-se esta quinta-feira a Leiria para acompanhar a situação no terreno, reiterando que o executivo está a fazer tudo o que está ao seu alcance e agradecendo a colaboração dos autarcas dos municípios mais afetados.










