Candidato presidencial afirma que o rival não tem autonomia nem capacidade para decidir. O candidato presidencial André Ventura acusou, esta segunda-feira, o seu adversário de estar “capturado pelo sistema de interesses” e de não ter capacidade de decisão própria, depois de António José Seguro o ter classificado como “um risco para a democracia”.
“Sabe qual é o verdadeiro perigo para a democracia? O perigo para a democracia existe quando os grupos de interesses se apoderam do regime democrático. O perigo para a democracia é quando os responsáveis políticos se tornam completamente irrelevantes, incapazes de decidir e sem coragem política para enfrentar os interesses instalados”, afirmou.
O líder do Chega e candidato presidencial apontou ainda a António José Seguro falta de coragem política, acusando-o de estar “preso a um sistema de interesses centralizado e centralista que se apoderou de Portugal”.
André Ventura considerou igualmente que, caso o candidato apoiado pelo PS venha a ser eleito, “Portugal terá um Presidente sem verdadeira capacidade de decisão”.
“Isso, na minha opinião, coloca muito mais em causa a democracia e a nossa forma de viver do que alguém que quer agir. Podem criticar-me por muitas coisas, mas eu faço, eu tento agir, eu tento provocar mudança. O doutor António José Seguro quer manter exatamente tudo como está. E isso é um risco muito maior para a democracia do que querer fazer coisas e mudar um pouco o país”, defendeu.
O candidato à Presidência da República falava aos jornalistas antes de uma visita à empresa Madeiras Alto Tâmega, em Chaves, no distrito de Vila Real, no âmbito da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para domingo.
Inicialmente, Ventura disse não querer entrar numa “confrontação política”, tendo em conta a situação difícil que o país atravessa, mas acabou por responder às declarações de António José Seguro, que no domingo à noite o acusou de ser “um risco para a democracia” e de recorrer a práticas não democráticas.
“António José Seguro não pode ter fugido a todos os debates e agora querer discutir por intermédio de terceiros. Se quisesse debater, sabia onde eu estava e quando o poderíamos fazer. Teve vários convites e recusou todos. Esconder-se num estúdio e dizer, sem ninguém à frente, que André Ventura é um perigo para a democracia não me parece um gesto de coragem. E eu acho que os Presidentes devem ser corajosos, tal como os políticos”, concluiu.










