Normalmente, um paciente com diabetes tipo 2 precisa de administrar injeções todos os dias. Segundo um novo estudo, esta rotina pode ser substituída por reposição de insulina apenas uma vez por semana.
De acordo com os resultados do estudo publicado no The New England Journal of Medicine a 22 de setembro, a injeção aplicada uma vez por semana é tão eficaz e segura quanto os tratamentos tradicionais de insulina.
Harpreet Bajaj, autor principal do estudo, explica que “muitas pessoas com diabetes tipo 2 preferem simplicidade, o que significa menos injeções e mais conveniência do que o que é fornecido atualmente com os regimes de tratamento de insulina uma ou duas vezes por dia”.
A nova forma de tratamento está a ser desenvolvida pelo Novo Nordisk e é denominada insuline icodec. O novo método atua através da ligação à albumina, uma proteína originada no fígado que está relacionada com o equilíbrio de fluídos dentro do corpo.
A ligação à albumina ajuda a manter uma libertação lenta e sustentada da insulina. A pesquisa foi conduzida com 247 indivíduos que foram divididos em dois grupos. Um dos grupos recebeu as tradicionais injeções diárias, e o outro grupo recebeu injeções de icodec, diz o Interesting Engineering.
No final, o tratamento com icodec revelou-se tão eficaz no controlo dos níveis de açúcar no sangue como as tradicionais injeções diárias de insulina.
Bajaj sublinha que “este estudo de fase 2 demonstra o benefício potencial que a insulina icodec pode oferecer a pessoas com este tipo de diabetes, facilitando assim a transição para uma nova opção de tratamento sem a carga diária”.
De acordo com Robert Gabbay, da American Diabetes Association, para além deste tratamento ser muito mais cómodo, também vai ajudar as pessoas mais velhas, que são mais propensas a erros, ou pessoas mais jovens, que têm estilos de vida mais imprevisíveis e incomuns, a administrar a insulina.
Gabbay considera que este novo método vai trazer “uma menor probabilidade de erro, pois a medicação deverá ser administrada apenas uma vez por semana, em vez de sete vezes”.











