Quarteira, Portugal – A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, assinalou no dia 25 de maio, no Algarve, a conclusão das obras de reposição de areia que reforçaram cerca de 6,6 quilómetros da linha de costa entre Quarteira e o Garrão antes do arranque oficial da época balnear.
Esta enorme intervenção de engenharia natural permitiu injetar nas praias afetadas uma quantidade de sedimentos equivalente à carga de mais de 140 mil camiões. O objetivo principal passa por mitigar os efeitos severos da erosão costeira e proteger as infraestruturas locais.
Durante a sua visita de acompanhamento à Praia do Garrão, situada na freguesia de Almancil, a governante revelou que os trabalhos não vão ficar por aqui. Está já planeado um reforço adicional para responder a preocupações urgentes em pontos críticos da região.
Nos próximos 15 dias, uma nova operação vai colocar cerca de 620 mil metros cúbicos de areia em zonas mais vulneráveis, como é o caso da vizinha Praia do Forte Novo. Esta ação complementar decorrerá de forma a não perturbar a atividade turística e o usufruto dos banhistas.
Investimento na resiliência do litoral algarvio
As praias de Vale do Lobo, Garrão, Trafal, Forte Novo e Quarteira foram as principais beneficiadas por este projeto de salvaguarda territorial. O financiamento da empreitada foi assegurado por verbas comunitárias e nacionais através do Programa Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental.
Com este investimento, as autoridades pretendem não só consolidar a barreira natural contra o avanço do mar, mas também melhorar significativamente as condições de segurança para todos os veraneantes e aumentar a resiliência geral de toda a faixa costeira do sul do país.
A deslocação da ministra ao sul do país serviu igualmente para estreitar o diálogo com o poder local. Uma reunião de trabalho alargada realizou-se na sede da Comunidade Intermunicipal do Algarve, juntando os autarcas dos 16 municípios que compõem a região algarvia.
O encontro contou ainda com a presença de responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e da Agência Portuguesa do Ambiente, além do Secretário de Estado do Ambiente, que acompanhou de perto toda a comitiva governamental.
Desafios ambientais e descentralização de competências
Nesta sessão de trabalho, os decisores políticos debateram matérias cruciais para o futuro do território, com especial destaque para a gestão ambiental integrada e as medidas urgentes de eficiência hídrica necessárias para combater a seca severa que afeta o sul de Portugal.
A requalificação das frentes de praia, a conservação da biodiversidade autóctone e a sustentabilidade a longo prazo dos recursos naturais foram outros dos temas que dominaram a agenda de discussões entre o governo central e as lideranças municipais.
A governante presidiu também aos trabalhos do Grupo de Trabalho para as Ilhas Barreira da Ria Formosa, uma estrutura que acompanha as ilhas da Culatra, Hangares e Farol. Este grupo foca-se na preparação do processo de transferência de competências para a autarquia de Faro.
Esta mudança administrativa visa aproximar a gestão diária das reais necessidades das populações residentes. Ao mesmo tempo, pretende-se garantir a máxima proteção ecológica de um ecossistema único e extremamente rico em biodiversidade que urge preservar para as gerações vindouras.







