Ao Nascer do SOL, e como tornou público ontem à noite, o autarca admitiu que depois de ter ponderado «fatores pessoais e políticos» decidiu não avançar.
Rui Moreira lembra que foi abordado em julho por um grupo de pessoas que o desafiaram a considerar uma candidatura «que, anteriormente, e como tinha expressado, não estava no meu horizonte».
Esclareceu ainda que as pessoas que o desafiaram mostravam-se «ora preocupadas com a deriva anti-sistema de uma candidatura que antes os seduzira, ora estavam insatisfeitos com a possibilidade de sucesso dos candidatos originários dos partidos em que tradicionalmente votam» e que, nessa altura, prometeu que iria refletir se avançaria ou não.
«Prometi-lhes, sem compromisso, que iria fazer uma reflexão. Reflexão essa que está feita. Por um lado, fiz uma avaliação íntima e familiar. Devia eu, depois de 12 anos muito intensos, recuar na decisão de colocar um ponto final na minha atividade política, concluído que está em breve o ciclo em que presidi à CM do Porto?».
E acrescentou que, depois de ter avaliado com o seu núcleo duro as hipóteses de sucesso ou de insucesso de uma possível candidatura, admitiu que ficou com a convicção «de que o centro, desde o centro-esquerda ao centro-direita, tem um número grande de candidatos, o que favorece a dispersão do voto e facilita o eventual sucesso das candidaturas anti-sistema»
E disse mais: «Encontrei simpatia que muito agradeço mas, e digo-o com toda a humildade, a hipótese não suscitou entusiasmo. Nomeadamente das elites políticas e dos líderes de opinião».










