Lisboa, Portugal – O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, estabeleceu como meta prioritária para o país atingir um crescimento económico situado entre os 3,5% e os 4%, defendendo uma estratégia de transformação assente na competitividade empresarial, na inovação constante e na valorização efetiva do trabalho. Esta ambição foi partilhada durante a tomada de posse de Gustavo Paulo Duarte, o novo presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, ocasião na qual o chefe do executivo sublinhou que Portugal possui as condições necessárias para acelerar o seu ritmo de desenvolvimento e conquistar um lugar de maior destaque no panorama europeu.
Aposta na modernização do comércio e serviços
No seu discurso, Luís Montenegro desafiou o país a abandonar qualquer sinal de imobilismo, exortando a uma atitude de liderança e dinamismo que permita a Portugal posicionar-se à frente dos seus parceiros europeus. O setor do comércio e dos serviços foi identificado como um dos pilares fundamentais para esta modernização, com o Primeiro-Ministro a realçar a notável capacidade de adaptação demonstrada pelas empresas nacionais perante os desafios da transição digital, da expansão do comércio eletrónico e da integração de novas ferramentas tecnológicas, como a inteligência artificial.
Reformas estruturais como alavanca de produtividade
Para sustentar este objetivo de crescimento, o Governo aposta na redução das taxas de IRS e IRC, apresentando estas medidas como instrumentos estruturais destinados a potenciar a produtividade e a captar investimento externo. O objetivo central é criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das empresas, permitindo-lhes, em simultâneo, oferecer melhores condições salariais aos seus colaboradores. Ao garantir que uma maior parte do rendimento do trabalho permanece no bolso das famílias, o executivo pretende incentivar o aumento da produção e o compromisso dos trabalhadores com os resultados das organizações.
Foco no investimento e na simplificação administrativa
Luís Montenegro defende que este quadro fiscal mais competitivo permitirá às empresas canalizar mais recursos para o capital humano, para a inovação e para a tecnologia, aumentando assim a sua capacidade de afirmação nos mercados internacionais. A estratégia governamental integra ainda reformas na legislação laboral, a simplificação dos processos administrativos e uma reforma profunda do Estado, elementos considerados indispensáveis para que Portugal consiga superar a fasquia do crescimento médio registado na União Europeia, superando a barreira dos 2% de crescimento anual.
Resiliência perante o contexto internacional
O Primeiro-Ministro assegurou ainda que o executivo se mantém vigilante face aos impactos económicos decorrentes das condições meteorológicas adversas que afetaram o território e da instabilidade geopolítica, com especial incidência na região do Médio Oriente. Recordou que o país foi pioneiro na implementação de medidas para mitigar os custos energéticos, mantendo um esforço estatal que se posiciona entre os mais significativos de todo o bloco europeu.
A intervenção culminou com um apelo ao estreitamento da parceria entre o Governo e as confederações empresariais. O comércio e os serviços foram classificados como setores imprescindíveis, não apenas para o crescimento económico, mas também para assegurar a coesão territorial e a modernização do tecido produtivo nacional, garantindo que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de forma equilibrada.











