O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que Portugal está disponível para reforçar as sanções da União Europeia contra Israel, na sequência da expansão de colonatos na Cisjordânia.
À margem de uma reunião do Conselho dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, o governante sublinhou a necessidade de enviar “um sinal muito claro” a Telavive.
Condenação da situação na Cisjordânia
Paulo Rangel referiu que o Governo português tem condenado de forma sistemática os desenvolvimentos na Cisjordânia, quer no quadro das Nações Unidas, quer através de declarações conjuntas com outros Estados.
O ministro destacou que já existem sanções europeias direcionadas a colonos violentos, mas admitiu a possibilidade de um reforço dessas medidas:
“Já há sanções, nomeadamente a colonos violentos, e eu admito que essas sanções mereçam um reforço perante os passos que estão a ser dados.”
Enquadramento diplomático
A posição portuguesa surge no contexto de debate entre os Estados-membros da União Europeia sobre a resposta política e diplomática à expansão dos colonatos israelitas na Cisjordânia, território cuja situação continua a gerar forte controvérsia no plano internacional.
O eventual agravamento das sanções dependerá da posição conjunta adotada pelo Conselho da UE, no âmbito da política externa e de segurança comum.











