O Partido Socialista (PS) apresentou na Assembleia da República uma proposta para incluir os municípios algarvios de Monchique e Alcoutim no regime excecional e temporário de apoio à reconstrução e reabilitação dos concelhos afetados pela tempestade Kristin.
Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Faro defendem que ambos os municípios sofreram danos significativos durante a passagem da depressão e, por isso, devem beneficiar das medidas de apoio previstas na proposta de lei do Governo.
Críticas à exclusão do Algarve
O deputado Luís Graça considerou que a ausência dos dois concelhos no regime excecional “configura uma injustiça e um erro”, sublinhando que o enquadramento legal não só permite o acesso a apoios diretos do Estado como tem implicações ao nível da cobertura de seguros.
A proposta socialista será discutida e votada no Parlamento, juntamente com a proposta de lei do Governo que estabelece o regime de apoio à reconstrução.
Impacto da tempestade
A depressão Kristin atingiu Portugal continental a 28 de janeiro, sendo seguida pelas depressões Leonardo e Marta nas semanas seguintes.
Em Alcoutim, o aumento do caudal do Rio Guadiana provocou inundações na zona ribeirinha, submergiu a praia fluvial e danificou equipamentos públicos, cais acostáveis e infraestruturas nas localidades de Guerreiros do Rio e Laranjeiras.
Já em Monchique, registaram-se dezenas de ocorrências, incluindo deslizamentos de terras, queda de árvores e danos em estradas nacionais e municipais, com especial impacto na Estrada Nacional 266.
Consequências nacionais
As três depressões provocaram 16 mortos em Portugal, centenas de feridos e desalojados, além de danos extensos em habitações, empresas e infraestruturas públicas. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas, mas o PS sustenta que o Algarve, nomeadamente Monchique e Alcoutim, também deve ser abrangido pelo regime especial de reconstrução.










