Os vereadores do PCP em Lisboa, João Ferreira e Ana Jara, cobraram nesta sexta-feira (3) explicações ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, após uma reportagem da RTP ter revelado que familiares e sobreviventes do acidente do Elevador da Glória, ocorrido em 3 de setembro, denunciam não ter recebido qualquer apoio da autarquia ou da Carris.
Em comunicado, os comunistas repudiaram a alegada ausência de acompanhamento, sublinhando que a situação contraria declarações públicas de Moedas e deliberações aprovadas por unanimidade na Câmara. Entre elas, destacou-se uma proposta do PCP que determinava explicitamente a necessidade de garantir apoio material e psicológico a todas as vítimas e familiares, nacionais e estrangeiros.
O acidente, que provocou 16 mortes e cerca de 20 feridos, foi discutido em reuniões extraordinárias nos dias 8 e 16 de setembro e voltará à pauta em 13 de outubro, um dia após as eleições autárquicas.
Carlos Moedas, recandidato pela coligação PSD/CDS-PP/IL, rejeitou as acusações e afirmou ter contactado pessoalmente as famílias das vítimas mortais. “A minha equipa esteve com todas as pessoas, todas estão a ter apoio total”, garantiu.
Em nota, a Carris reforçou que tem prestado auxílio desde o primeiro momento, através do seu Gabinete de Apoio Social e em articulação com a seguradora Fidelidade. A empresa explicou, no entanto, que não dispõe de lista de contactos das vítimas, a qual permanece com as autoridades.
Entre as medidas já implementadas, a transportadora mencionou o acompanhamento psicológico às famílias, apoio material a trabalhadores envolvidos, trasladação e serviços fúnebres para vítimas estrangeiras e repatriamento de feridos graves para tratamento em hospitais nos respetivos países.










