O candidato do Chega à Câmara Municipal de Lisboa, Bruno Mascarenhas, percorreu esta sexta-feira as ruas entre a Penha de França e Arroios, prometendo reduzir as tarifas da EMEL e acusando os adversários de “copiar ideias”.
O programa do partido, com cerca de 80 páginas, só será apresentado no sábado. Questionado sobre a demora, Mascarenhas explicou que a decisão foi estratégica: “Guardámos para o fim a melhor parte. É aquilo que fazem habitualmente, portanto não demos oportunidade para copiarem.”
Durante a arruada, que juntou algumas dezenas de apoiantes ao som de um bombo e do hino do partido, o candidato distribuiu panfletos, canetas e brindes, ao mesmo tempo em que recebeu incentivos de moradores e até buzinadelas de autocarros da Carris.
Entre os pedidos que recebeu dos populares, destacou-se o apelo à abolição da EMEL. Mascarenhas afirmou não estar contra a empresa municipal, mas defendeu uma redução significativa das tarifas de estacionamento e, sobretudo, das coimas. “As multas estão muito acima daquilo que os portugueses podem pagar. Queremos reduções que podem chegar a 50%”, disse.
O candidato rejeitou ainda que a EMEL tenha funções de requalificação urbana, como a criação de ciclovias, defendendo que a sua competência deve restringir-se apenas ao estacionamento.
Além de Bruno Mascarenhas, concorrem à presidência da Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas de 12 de outubro: o atual presidente Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/IL), Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN), João Ferreira (CDU-PCP/PEV), Ossanda Líber (Nova Direita), José Almeida (Volt), Adelaide Ferreira (ADN), Tomaz Ponce Dentinho (PPM/PTP) e Luís Mendes (RIR).










