A liderança da classificação elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que abrange 194 nações, pertence ao Canadá. Portugal figura na terceira colocação, empatado com a Alemanha e o Reino Unido, com um dos sistemas de atendimento médico mais eficientes. Mesmo com o debate no Parlamento sobre o acesso de cidadãos estrangeiros ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e com as urgências públicas enfrentando longos períodos de espera, conforme relatado recentemente, Portugal permanece entre os territórios globais com a melhor estrutura de saúde universal, considerando a sua cobertura.
Contudo, não ocupa a primeira posição. Esta pertence ao Canadá, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde, que avaliou os sistemas médicos de 194 territórios, tendo como base indicadores como saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil, enfermidades transmissíveis e não transmissíveis, além da capacidade de resposta e prestação de serviços.
Com um índice máximo de 100 pontos, representando a avaliação ideal, o Canadá soma 91 pontos, enquanto três nações dividem a segunda posição, com 89 pontos cada: Islândia, Coreia do Sul e Singapura.
Portugal, por sua vez, encontra-se empatado com outras duas nações na terceira colocação, alcançando 88 pontos. Assim, o sistema de cuidados portugueses está no mesmo patamar do Reino Unido e da Alemanha.
“Embora esta relação reflita apenas a cobertura universal da saúde, ela evidencia também a dimensão da desigualdade global existente em termos de acesso”, assinala a OMS, lembrando que a análise é feita apenas a nível nacional e não entre regiões e comunidades, o que ampliaria as diferenças.
Em oposição aos primeiros lugares da lista, territórios como Sudão do Sul (34), República Centro-Africana (32), Papua-Nova Guiné (30), Chade (29) e Somália (27) apresentam os desempenhos mais baixos.
A OMS sublinha que a evolução da cobertura dos serviços médicos “estagnou” desde 2015, “crescendo apenas três pontos, chegando a 68 pontos em 2019 e permanecendo estável até 2021”. Segundo os cálculos da entidade, esses valores equivalem a “4,5 mil milhões de pessoas a viver sem cobertura essencial de saúde desde 2021”.
“Em 2019, as despesas diretas com saúde empurraram 344 milhões de indivíduos para uma situação de pobreza extrema e 1,3 mil milhões para a pobreza”, reforça a instituição.










