Lisboa, Portugal – O Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz reuniu este sábado os sócios do Sport Lisboa e Benfica para uma Assembleia Geral Ordinária marcada pela apresentação de resultados financeiros positivos. Rui Costa sublinhou que a época 2025/26 encerrou com um lucro de quase 24 milhões de euros, elevando o valor patrimonial da estrutura a um patamar próximo dos 60 milhões — um registo histórico para o clube.
Apesar da robustez financeira, o líder benfiquista reconheceu que a prestação desportiva da temporada anterior ficou aquém do esperado. O triunfo na Supertaça foi insuficiente para apagar o sentimento de frustração que paira sobre a equipa principal, embora Rui Costa se mostre convicto de que as correções operadas colocam o plantel na rota correta. Durante o encontro, foi ainda revelada a atualização da identidade visual do clube, com um novo símbolo que começará a surgir gradualmente nos cartões de sócio e em toda a comunicação institucional.
O ambiente na Luz aqueceu quando a centralização dos direitos televisivos e a política de arbitragem foram postas em cima da mesa. Rui Costa garantiu que o clube continuará a contestar o modelo atual, celebrando as mais de 85 mil assinaturas recolhidas numa petição de defesa do futebol nacional. Sobre a arbitragem, o presidente rejeitou o papel de comentador habitual. “Não sou um papagaio falante como muitos que andam aí no futebol português”, atirou, sublinhando que prefere a intervenção institucional à “barulheira” diária. O foco, assegura, reside num documento de reforma apresentado às instâncias competentes, onde pretende aplicar uma tolerância zero.
A contestação interna, contudo, fez-se ouvir pela voz de João Diogo Manteigas. O antigo candidato à presidência questionou a saúde financeira do Grupo Benfica, apontando um fosso preocupante entre o ativo e o passivo corrente. Num tom crítico, Manteigas instou a direção a blindar o treinador Marco Silva de funções que não lhe competem e exigiu uma postura mais assertiva contra polémicas externas.
O momento de maior tensão ocorreu quando Manteigas entregou a Rui Costa, sob o olhar dos associados, uma participação disciplinar contra Pedro Proença. O documento, subscrito por vários sócios, exige consequências face aos áudios tornados públicos, que o grupo considera um ataque à dignidade do Sport Lisboa e Benfica e uma violação direta dos estatutos do emblema.









