Lisboa, Portugal – As divergências internas no Chega atingiram os tribunais. A líder da distrital de Lisboa do partido, Patrícia Almeida, avançou com uma participação no Ministério Público visando Bruno Mascarenhas. Em causa estão suspeitas de anomalias na recolha de assinaturas para a candidatura a delegados à Convenção Nacional, encabeçada pelo vereador na autarquia lisboeta.
A documentação entregue pela deputada, cuja lista foi a última aceite no distrito, aponta para situações de coação sobre militantes. A queixa menciona ainda contactos efetuados a pessoas fora da base de dados partidária e divergências nas assinaturas recolhidas.
A tensão acentuou-se com a publicação de um vídeo por parte de Bruno Mascarenhas nas plataformas digitais. O autarca interpretou a rejeição como sinal de receio de confronto eleitoral por parte da ala concorrente, além de reivindicar proximidade total a André Ventura. Tais declarações motivaram também uma acusação de difamação por parte da estrutura distrital.
A recusa da candidatura, encabeçada por Mascarenhas em conjunto com o vereador de Cascais João Rodrigues dos Santos e figuras como Miguel Mattos Chaves e Paulo Freitas Lopes, foi fundamentada pela Mesa Distrital com falhas documentais e derrapagem de prazos. O vereador rejeita a argumentação, lembrando que a verificação direta de contactos seria viável e exigindo respeito por trezentos militantes.
O autarca contesta a imparcialidade do processo, sublinhando que quatro elementos da Mesa Distrital que chumbaram a sua lista integram a candidatura opositora liderada por Patrícia Almeida.
A Convenção Nacional do partido realiza-se no Entroncamento nos dias 20, 21 e 22 de novembro. André Ventura assegura a recondução à liderança, sendo o único candidato na eleição agendada para este sábado, mas a distribuição de delegados promete redefinir equilíbrios internos e reabrir rivalidades recentes das eleições distritais.







