Roma, Itália – O cenário junto ao Coliseu, em Roma, transformou-se num campo de resistência improvisado. Dezenas de tendas ocupam o espaço público onde estudantes, sindicalistas e ativistas montaram o que chamam de “Acampamento dos Direitos”. O protesto, que aponta o dedo ao agravamento do custo de vida e à subida da despesa militar, tem data para continuar: a ocupação deverá estender-se, pelo menos, até à manhã de domingo, estando agendada para as 11h00 desse mesmo dia uma assembleia decisiva sobre o futuro da mobilização.
Entre os manifestantes, a voz é unânime. Estudantes dos coletivos Cambiare Rotta e Opposizione Studentesca d’Alternativa, acompanhados pelo Movimento pelo Direito à Habitação, denunciam a insustentabilidade das rendas e das propinas. Ao lado deles, trabalhadores queixam-se de salários que, na prática, já não permitem cobrir as necessidades básicas de subsistência.
A tensão assume contornos mais agressivos nos Balcãs. Em Tirana, a capital da Albânia, o Ministério da Educação foi palco de confrontos violentos. O que começou como uma concentração pacífica, com centenas de jovens a exigir a demissão do primeiro-ministro Edi Rama e a clamar pela importância da juventude no futuro do país, escalou rapidamente. Dezenas de manifestantes encapuzados responderam à presença policial com o lançamento de pedras de calçada e cocktails Molotov, obrigando as autoridades a repelirem o grupo.
Este ciclo de agitação não é novo para o governo de Edi Rama, que lidera a Albânia desde 2013. O país, com cerca de 2,3 milhões de habitantes, tem enfrentado sucessivos protestos desde meados de outubro. O descontentamento, que antes se manifestava em marchas diárias e palavras de ordem, transformou-se em confrontos diretos nas ruas, revelando uma fratura profunda entre a administração central e uma nova geração que se recusa a aceitar o estado atual das coisas.









