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Home Editorias Ciência

Uma estranha forma de vida pode florescer no interior das estrelas

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
4 de setembro de 2020
Reading Time: 4 mins read
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NASA/ JPL-CALTECH

Quando os astrónomos procuram sinais de vida no Universo, tendem a procurar coisas específicas com base no que se sabe: um planeta como a Terra, em órbita em torno de uma estrela e a uma distância que permita água de superfície líquida. No entanto, é possível que haja outras formas de vida completamente diferentes do que imaginamos.

De acordo com o ScienceAlert, assim como existem extremófilos na Terra – organismos vivem em ambientes extremos e aparentemente inóspitos -, também pode haver extremófilos no Universo. Por exemplo, expécies que podem formar-se, evoluir e prosperar no interior das estrelas.

De acordo com uma investigação dos físicos Luis Anchordoqui e Eugene Chudnovsky, da The City University of New York, isto é – hipoteticamente, pelo menos – possível.

Tudo depende de como se define a vida. Se os critérios-chave são a capacidade de codificar informações e a capacidade desses portadores de informação se auto-replicarem mais rapidamente do que se desintegram, as hipotéticas partículas monopólos enfiadas em cordas cósmicas – colares cósmicos – poderiam formar a base da vida dentro das estrelas –  tal como ADN e ARN formam a base da vida na Terra.

“As informações armazenadas no ARN (ou ADN) codificam o mecanismo de auto-replicação”, disse Chudnovsky, em declarações ao ScienceAlert. “O seu surgimento deve ter sido precedido pela formação massiva de sequências aleatórias de ARN até que se formasse uma sequência capaz de autorreplicação. Acreditamos que um processo semelhante ocorreria com colares numa estrela, levando a um processo estacionário de autorreplicação”.

Acredita-se que cordas e monopólos tenham surgido no início do Universo, quando arrefeceu após o Big Bang, e a sopa de partículas de plasma de quark-gluões que o preenchia sofreu uma transição de fase de quebra de simetria e condensou-se em matéria.

Embora ainda não tenhamos detetado cordas cósmicas (objetos lineares unidimensionais) ou monopólos (partículas elementares com apenas um pólo magnético), muito se refletiu sobre como se poderiam comportar. Em 1988, Chudnovsky e o seu colega, o físico teórico Alexander Vilenkin, da Universidade Tufts, previram que cordas cósmicas poderiam ser capturadas por estrelas. Lá, a turbulência esticaria a corda até formar uma rede de cordas.

De acordo com o novo estudo, colares cósmicos podem formar-se numa sequência de transições de fase de quebra de simetria. No primeiro estágio, surgem monopólos. Na segunda, cordas. Isso pode produzir uma configuração estável de um cordão monopólo e duas cordas que, por sua vez, podem conectar-se e formar tridimensionais.

Um colar unidimensional dificilmente carregaria informações. Porém, estruturas mais complexas conseguiriam – e poderiam sobreviver tempo sufiente para replicar-se, alimentando-se da energia de fusão gerada pela estrela.

“Comparado ao tempo de vida de uma estrela, o seu tempo de vida é uma faísca instantânea de luz no escuro. O importante é que essa faísca consegue produzir mais faíscas antes que desapareça, proporcionando assim uma longa vida útil da espécie”, escreveram os investigadores.

“A complexidade que evolui através de mutações e seleção natural aumenta com o número de gerações passadas. Consequentemente, se as vidas de espécies nucleares autorreplicantes forem tão curtas como as vidas de muitos objetos nucleares compostos instáveis, podem evoluir rapidamente para uma enorme complexidade.”

Segundo Chudnovsky, poderia ser possível que a tal forma de vida pudesse desenvolver inteligência.

Os cientististas não precisam de conhecer a sua aparência para encontrar esta forma de vida. Como os organismos usariam parte da energia da sua estrela hospedeira para sobreviver e se propagar, estrelas que parecem arrefecer mais rapidamente do que os modelos estelares podem explicar podem hospedar o que os investigadores chamam de “vida nuclear”. Várias dessas estrelas já foram observadas e o seu arrefecimento ligeiramente acelerado ainda é um mistério.

Estrelas que escurecem erraticamente sem explicação também podem ser um bom lugar para procurar.

“Como estariam a evoluir muito rápido, poderiam encontrar uma forma de explorar o cosmos além da sua estrela”, disse Chudnovsky. “Poderiam estabelecer comunicação e viajar entre as estrelas“.

Os cientistas planeam continuar a sua linha de investigação, desenvolvendo simulações de colares cósmicos em estrelas.

Este estudo foi publicado em agosto na revista científica Letters in High Energy Physics.


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