O candidato presidencial André Ventura acusou esta sexta-feira o seu adversário, António José Seguro, de estar a evitar debates na campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, alegando que o socialista tem receio do confronto de ideias por ter feito uma campanha baseada em “generalidades”.
Em declarações aos jornalistas durante uma visita ao Montijo, no distrito de Setúbal, o líder do Chega afirmou que António José Seguro recusou participar no debate organizado pelas rádios, bem como num debate televisivo marcado para o dia 4, ambos já aceites por Ventura.
“Soube-se hoje que António José Seguro recusou o debate proposto pelas televisões e também o debate das rádios. O que é que o doutor António José Seguro tem a temer? Porque é que não quer debater?”, questionou.
Para Ventura, a recusa deve-se ao facto de o candidato apoiado pelo PS “ter passado uma campanha inteira a dizer generalidades” e, por isso, “não ter nada de concreto para apresentar” num debate direto.
O candidato do Chega voltou também a criticar dirigentes e figuras da direita que anunciaram apoio a António José Seguro na segunda volta, acusando-os de incoerência política. Segundo Ventura, são os mesmos que se diziam antissocialistas e que agora apoiam “um candidato socialista”.
Em particular, André Ventura apontou críticas a Luís Marques Mendes, considerando “patética” a decisão de anunciar apoio a Seguro poucos dias depois de ter afirmado que não apoiaria nenhum candidato. Também deixou críticas à líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, por declarar o voto em António José Seguro, afirmando não conhecer “nenhum exemplo na Europa” de um partido liberal de direita apoiar um candidato socialista.
Ventura disse ainda compreender o que classificou como “cálculo político” por parte de dirigentes do PSD, alegando que estes antecipam que o Chega poderá tornar-se o maior partido da direita.
Na primeira volta das eleições presidenciais, realizada no passado domingo, António José Seguro obteve 31% dos votos, enquanto André Ventura alcançou 23%, garantindo ambos o apuramento para a segunda volta, marcada para 8 de fevereiro.
Seguro conta com o apoio do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. Cotrim Figueiredo ficou em terceiro lugar, com 16%, seguido de Gouveia e Melo (12%) e Luís Marques Mendes (11%).










