O presidente do Chega, André Ventura, afirmou nesta segunda-feira (20) que o partido não fará alianças com PS nem PSD nos municípios, defendendo que o Chega deve mostrar que é capaz de governar de forma independente e sem corrupção.
“O que é que vamos fazer com esse poder? Vender-nos ao PSD? Não podemos. Vender-nos ao PS? Não podemos. Vender-nos ao sistema? Não podemos”, declarou Ventura, durante um encontro com autarcas do partido em Loures, distrito de Lisboa.
O líder do Chega destacou que o partido “terá um papel predominante” em mais de 90% dos maiores concelhos do país após as últimas eleições autárquicas, e que o foco agora deve ser provar que é possível “gerir câmaras municipais sem ceder a interesses partidários”.
Ventura também insistiu que o Chega precisa demonstrar que tem “pessoas com capacidade e sentido de serviço público”:
“Nada será mais importante que isto nos próximos anos. Um partido faz-se da sua massa crítica, dos seus autarcas, das pessoas que estão no terreno.”
O dirigente deixou ainda um aviso aos autarcas eleitos:
“As pessoas não nos perdoarão se agora fizermos a mesma coisa que os outros fizeram durante 50 anos. Esta limpeza de que falamos há anos tem de começar nas autarquias. Tolerância zero.”
Ventura anunciou que o partido pretende organizar em breve um grande encontro nacional de autarcas, para reforçar a coordenação interna.
O deputado Bruno Nunes, vereador reeleito na Câmara de Loures, também discursou, reforçando a linha de Ventura:
“Firmes até ao fim, ninguém se vende. Somos o líder da oposição e é como líder da oposição que nos vamos manter. Fiscalizar, fiscalizar, fiscalizar.”
Apesar de admitir que o resultado autárquico do Chega não atingiu as metas traçadas, Ventura classificou-o como “um grande resultado”, frisando que o partido “foi o que mais cresceu nestas eleições”.
O líder concluiu o discurso dizendo que o objetivo do Chega é provar que pode “transformar o país, começando pelas autarquias”, com honestidade, trabalho e firmeza.










