O presidente do Chega, André Ventura, afirmou nesta segunda-feira (20) que a Amnistia Internacional se tornou “um feudo da esquerda”, em reação às críticas da organização ao projeto de lei que proíbe o uso da burca em espaços públicos em Portugal.
A proposta, apresentada pelo Chega, foi aprovada na generalidade com os votos favoráveis de PSD, Iniciativa Liberal (IL), CDS-PP e Chega, votos contra de PS, BE, PCP e Livre, e a abstenção do PAN e do JPP.
Ventura justificou a medida afirmando que a burca representa “opressão e humilhação da mulher” e que o uso desse vestuário “retira a personalidade e anula a individualidade feminina”. Segundo o líder do Chega, a proibição não se trata de “radicalismo”, mas sim de “respeito pelos valores e pela cultura portuguesa”.
“Cobrir o rosto é retirar a personalidade, é aniquilar. Nós tivemos coragem de dizer que isto em Portugal não é admissível”, declarou o deputado, durante um discurso em Loures, distrito de Lisboa.
A Amnistia Internacional havia classificado o projeto como discriminatório e violador dos direitos das mulheres, argumentando que restringe liberdades individuais e religiosas. Ventura reagiu dizendo que a organização “não está preocupada com a corrupção no país, mas sim com a proibição das burcas”.
“Isto mostra como estas instituições internacionais se tornaram feudos da esquerda, património ideológico da esquerda”, afirmou.
Durante o mesmo discurso, o líder do Chega reforçou posições duras sobre imigração e nacionalidade, afirmando que, num eventual governo do seu partido, “não haverá ilegais em Portugal” e que estrangeiros que cometam crimes perderão a nacionalidade portuguesa.
Ventura concluiu dizendo que a questão da burca “não é sobre números, mas sobre valores — a decência contra a indecência, a nossa civilização contra a opressão”.










