Lisboa, Portugal – O Airbus A330, identificado com o nome de ‘Nuno Álvares Pereira’, concluiu a sua viagem noturna entre Luanda e Lisboa no passado sábado, mas o regresso a solo nacional não ocorreu conforme o previsto. O aparelho tocou na pista do aeroporto da capital pelas 06:30, contudo, os passageiros foram obrigados a permanecer confinados aos seus lugares por mais 45 minutos. Esta retenção operacional foi necessária para permitir a entrada imediata de equipas da Polícia de Segurança Pública (PSP) na aeronave.
O motivo da intervenção policial prende-se com uma série de furtos comunicados durante o trajeto. Viajantes sentados na classe económica reportaram a perda de quantias monetárias e diversos bens pessoais enquanto descansavam. A pouca luminosidade típica dos voos noturnos, aliada a uma vigilância pouco apertada na cabina, terá permitido que os autores dos crimes percorressem livremente o espaço, remexendo bagagens de mão, bolsos de casacos e os compartimentos de arrumação adjacentes aos assentos.
Este incidente não é um episódio isolado na operação da companhia aérea nesta rota específica. Trata-se, aliás, da quarta ocorrência desta natureza registada nesta ligação de longo curso, um dos corredores mais movimentados da rede em África. A reincidência destes atos criminosos tem gerado um clima de inquietação crescente entre os passageiros frequentes, que agora encaram o trajeto com uma desconfiança acrescida face à segurança dos seus pertences durante o voo.








