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Home Economia

“Voos fantasma”. Companhias aéreas “queimam” combustível para assegurar lugar nos aeroportos

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
12 de Março de 2020
Reading Time: 2 mins read
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Q_Online / Flickr

Várias companhias aéreas europeias continuam a operar vários voos quase vazios, queimando assim grandes de quantidades de combustíveis em “voos fantasma” para assegurar os seus lugares nos aeroportos.

Para não perderem as suas slots – autorização para levantar e aterrar e usar a estrutura do aeroporto num determinado período de tempo -, várias companhias de aviação veem-se obrigadas a gastar combustível para garantir os seus lugares.

Isto porque existe uma diretiva europeia que dita que os operadores aéreos podem perder as suas faixas horárias se mantiverem os aviões no solo. As companhias têm de fazer pelo menos 80% dos voos nas suas slots para não perderem o espaço.

“A procura por voos comerciais caiu drasticamente devido ao Covid-19. E, às vezes, precisamos de enviar aviões quase vazios para evitar a perda das nossas preciosas slots“, disse à emissora norte-americana CNBC Shai Weiss, diretor executivo da Virgin Atlantic.

Um investigação levada a cabo pelo jornal Times e publicada na semana passada dava já conta que estas normas europeias, que custam milhões às companhias aéreas, está a impulsionar os “voos fantasmas” para dentro e fora de países europeus.

Weiss recordou ainda que noutros momentos de crise – após o 11 de setembro e o surto de SARS, por exemplo – estas regras tornaram-se, durante algum tempo, mais ligeiras, coisa que não está a acontecer atualmente. “Hoje, quando o impacto sobre a procura é maior, há apenas benefícios a curto prazo para slots utilizadas em voos para a China e Hong Kong”.

Nesta segunda-feira, o secretário de Estado dos Transportes britânico, Grant Shapps, enviou uma carta à Comissão Europeia, na qual pede uma suspensão temporária desta regra para pôr fim aos “voos fantasma”, invocando razões “ambientais e financeiras”.

Esta prática já motivou críticas por parte de vários grupos ambientais.

O setor da aviação, a par com o do turismo, é um dos mais afetados pelo novo coronavírus oriundo da China. Neste país, onde nasceu o surto, há companhias que vendem bilhetes por 13 dólares devido à fraca procura.

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