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Home Ciência

A Lua é mais metálica do que pensávamos (e isso confunde-nos sobre a sua origem)

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
8 de Julho de 2020
Reading Time: 2 mins read
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(CC0/PD) GuillaumePreat / Pixabay

O nosso satélite natural é mais metálico do que pensávamos – e isso confunde-nos sobre a sua origem e o alegado “ADN” compartilhado com a Terra.

Uma nova investigação levada a cabo por uma equipa de cientistas da Escola de Engenharia da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos, concluiu que o subsolo da Lua é mais rico em óxidos de titânio e ferro do que os cientistas pensavam.

O novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Earth and Planetary Science Letters, torna quase impossível a teoria dominante sobre a origem da Lua, que sustenta que o satélite se separou da crosta terrestre há cerca de 4,5 mil milhões de anos de anos, como resultado de uma colisão maciça entre a Terra e Theia, um protoplaneta com as dimensões de Marte.

Como a crosta da Terra é relativamente pobre em metais, a descoberta de mais metais no subsolo da Lua vai em sentido oposto à ideia de que a Lua é fruto de um evento catastrófico e compartilha do “ADN” da Terra.

O facto da Lua ser mais rica em metais do que a Terra desafia a hipótese de que era composta por partes do manto e crosta da Terra ejetadas em órbita, sugerindo ainda que outras hipóteses sobre o seu nascimento devem ser exploradas.

Em comunicado, a USC não descarta que a colisão com Theia tenha sido ainda mais devastadora para a Terra primitiva, causando o lançamento de camadas muito mais profundas em órbita, ou que a colisão possa ter ocorrido quando a Terra era ainda tão jovem que era coberta por um oceano de magma.

“O nosso Sistema Solar tem apenas mais de 200 luas. Compreender o papel crucial que estas luas desempenha na formação e evolução dos planetas em órbita pode dar-nos uma ideia mais profunda de como e onde é que as condições de vida podem formar-se fora da Terra e como é que estas seriam”, disse o co-autor do estudo Essam Heggy, frisando a importância da nova descoberta.

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