O Alentejo conta agora com novas infraestruturas de saneamento destinadas a otimizar o processamento de águas residuais e a reforçar a preservação ambiental. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, oficializou esta terça-feira, dia 7 de julho, a entrada em funcionamento de duas modernas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), localizadas em Cuba e no Ciborro, no concelho de Montemor-o-Novo. Estas intervenções, que totalizam um investimento de 5,7 milhões de euros, sucedem a sistemas com mais de três décadas de exploração, os quais apresentavam um desgaste acentuado e um histórico recorrente de avarias que comprometiam a eficiência do serviço prestado às populações locais.
Para a governante, a concretização destas empreitadas reveste-se de um caráter fundamental, não apenas para o bem-estar imediato das comunidades servidas, mas também para elevar os padrões de saneamento em todo o território alentejano. A unidade de Cuba, que representou um desembolso de 3,6 milhões de euros, assegura o tratamento dos efluentes domésticos de cerca de cinco mil residentes. Além disso, a infraestrutura integra tecnologia de ponta para a produção de energia fotovoltaica destinada ao autoconsumo, o que resulta numa redução significativa de 40% na fatura elétrica da instalação. Por seu turno, a ETAR do Ciborro, com um custo de 2,1 milhões de euros, responde às necessidades de saneamento dos 900 habitantes daquela freguesia, garantindo condições de descarga ambientalmente mais seguras.
O setor da gestão hídrica tem figurado no topo das prioridades governamentais, focando-se especialmente nas regiões identificadas como estando sob stress hídrico severo, como é o caso do Algarve e do Alentejo. Nesta região, o volume de investimentos já supera a marca dos 580 milhões de euros. Este montante abrange projetos de grande escala, como a barragem do Pisão, atualmente em fase de construção, o concurso público para a instalação de uma unidade de dessalinização em Sines, e a modernização progressiva de diversas estações de tratamento espalhadas pelo território.
Simultaneamente, o Ministério do Ambiente e da Energia deu um passo relevante na estratégia de adaptação às alterações climáticas, através da celebração de protocolos entre a Agência para o Clima (ApC) e as autarquias de Évora e de Beja. O propósito central destas parcerias é o financiamento de novos espaços verdes, desenhados para atenuar as elevadas temperaturas sentidas nestas zonas urbanas. Em Évora, o plano foca-se no desenvolvimento de uma floresta urbana, enquanto em Beja a estratégia passa por uma intervenção estruturante no centro da cidade, a qual se expandirá gradualmente para criar uma rede consolidada de refúgios climáticos.
Estas iniciativas integram um projeto-piloto nacional, financiado pelo Fundo Ambiental sob gestão da ApC, que visa a implementação de soluções de base natural para baixar a temperatura ambiente e melhorar a qualidade de vida nos aglomerados urbanos. O modelo prioriza a criação de zonas arborizadas, a requalificação de linhas de água e a escolha de espécies vegetais com elevada resiliência térmica. Além de Évora e Beja, este plano de mitigação de ilhas de calor estende-se a outros pontos do país, nomeadamente Leiria — onde se procede à recuperação do Jardim Municipal após danos causados por tempestades invernais —, bem como a São João da Madeira, Vila Real e Guimarães.










