O cenário, na freguesia de Benfica, era de preocupação: um rapaz de nove anos caminhava sozinho na rua, vestido com roupas desadequadas para o frio que se fazia sentir. O alerta foi dado por transeuntes que notaram a criança visivelmente desorientada, levando a PSP a enviar uma patrulha ao local de imediato.
Ao abordar o menor, os agentes depararam-se com um desafio inesperado. A criança não estabelecia qualquer tipo de comunicação verbal. Mais tarde, apurou-se tratar de um menor neurodivergente, uma condição que abarca espectros como o autismo ou a PHDA. O desenlace começou a ser traçado minutos depois, quando a mãe, em pânico, se deslocava a uma subunidade policial próxima para reportar o desaparecimento do filho.
De acordo com o relato prestado, o rapaz tem o hábito de acordar durante a madrugada e terá saído de casa por iniciativa própria. A Polícia solicitou a presença do INEM, que enviou uma equipa de psicólogos para avaliar o estado da criança. Após a confirmação de que o menor estava bem de saúde e sem marcas de negligência, a guarda foi restituída à progenitora.
Apesar da resolução imediata, a PSP sublinhou que as circunstâncias que permitiram a saída do rapaz da habitação familiar permanecem sob investigação. O caso foi também sinalizado à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, garantindo que o núcleo familiar terá o acompanhamento necessário a partir de agora.
Para prevenir novos sustos, a mãe procedeu ao registo do filho no programa Estou Aqui! Crianças. Trata-se de uma iniciativa da PSP que disponibiliza uma pulseira de identificação com um código exclusivo. Em caso de extravio, qualquer pessoa que encontre a criança pode contactar o 112 e fornecer o código gravado na pulseira, facilitando assim a identificação rápida e o contacto direto com os responsáveis.








