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Home Ciência

Chocos evitam comer quando sabem que têm uma refeição melhor a caminho

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
8 de Fevereiro de 2020
Reading Time: 2 mins read
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RichardJames1990 / Flickr

Cientistas descobriram que o choco consegue reduzir a ingestão de alimentos menos sedutores ao saber que, mais tarde, poderia deliciar-se com os seus alimentos preferidos.

Segundo o Science alert, os investigadores fizeram um experimento com 29 chocos da espécie Sepia officinalis. Colocados em tanques, receberam caranguejo e camarão ao mesmo tempo, cinco vezes ao dia durante cinco dias. O alimento que procuravam primeiro foi interpretado como o favorito. O vencedor foi o camarão entre todos os animais.

Os cientistas passaram então a dar-lhes, todos os dias, caranguejo de manhã. Ao final do dia, um grupo recebia camarão e o outro podia receber, ou não, com base num gerador de números aleatórios.

Conclusão: o primeiro grupo adaptou-se rapidamente. Os chocos pareciam saber que a sua comida favorita chegava todas as noites, tendo começado a comer cada vez menos caranguejo no período experimental.

Quanto aos chocos do segundo grupo, como não podiam contar com o fornecimento certo de camarão, comeram mais ou menos a mesma quantidade de caranguejo. No geral, houve uma diferença significativa no consumo de caranguejo entre os dois grupos.

De seguida, os dois grupos foram trocados. E aconteceu exatamente a mesma coisa: os chocos que tinham sempre camarão adaptaram-se e comeram menos caranguejo; os chocos que recebiam esse alimento aleatoriamente comeram mais caranguejo.

“Foi surpreendente ver a rapidez com que os chocos adaptaram o seu comportamento alimentar. Isto é muito complexo e só é possível porque têm um cérebro sofisticado”, declara a neurocientista Pauline Billard, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Caen, em França, cujo estudo foi publicado na revista Biology Letters.

No futuro, os cientistas poderão investigar e tentar perceber se este auto-controlo dos chocos é sustentado por uma capacidade de se prepararem para o futuro ou pelo simples desejo de comer a sua comida preferida no momento presente.

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