O chefe do Governo afirmou que uma avaliação sobre o momento em que foi acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil será feita posteriormente. “Seguimos os parâmetros técnicos, operacionais e de solidariedade entre parceiros europeus. No final verificaremos se o enquadramento foi adequado — a minha expectativa é que sim —, mas seremos avaliados como é normal numa democracia”, disse Luís Montenegro, após assistir a um relatório operacional e reunir-se com o comando nacional da Proteção Civil, em Carnaxide.
O líder da oposição, porém, criticou o processo, dizendo que “a perceção é que o mecanismo foi ativado apenas depois da Festa do Pontal”. Para André Ventura, “ao ouvir o primeiro-ministro parece que temos meios aéreos de combate aos fogos em excesso, sem necessidade de reforço, ficando os apoios externos como sobras”. O dirigente do Chega exigiu a demissão da ministra da Administração Interna, considerando a curta conferência de imprensa de Lúcia Amaral um “desastre público”, marcada por “arrogância, indiferença perante o sofrimento das populações e falta de respeito pela informação ao País”.
Em resposta, Montenegro declarou estar disponível para dialogar com os partidos “com transparência, seriedade e sentido de responsabilidade”. O Chega entretanto solicitou a realização de um debate de urgência no Parlamento sobre a coordenação no combate aos incêndios, com a presença do primeiro-ministro e da ministra da Administração Interna. Ventura anunciou ainda o cancelamento da rentrée do partido no Algarve, substituída por uma homenagem às vítimas dos incêndios.











