O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
No Result
View All Result
O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
No Result
View All Result
O Tabloide Portugal
No Result
View All Result
Home Penafiel

João Morgado desafia a invisibilidade da velhice com o novo romance “Cemitério de Pardais”

O premiado autor covilhanense apresentou em Penafiel uma obra desconcertante sobre o envelhecimento num país que insiste em ignorar os mais velhos. Um retrato poético sobre a memória, o amor e a dignidade humana.

Erre Soares Por Erre Soares
27 de Julho de 2026
Reading Time: 3 mins read
A A
0
João Morgado desafia a invisibilidade da velhice com o novo romance “Cemitério de Pardais”

João Morgado 📷 Divulgação

Share on FacebookShare on Twitter

A literatura tem, muitas vezes, a função de ser o espelho incómodo de uma sociedade. Foi precisamente esse o reflexo que o escritor João Morgado propôs na noite de 17 de julho, na Biblioteca Municipal de Penafiel, durante o lançamento do seu mais recente romance, Cemitério de Pardais. Afastando-se momentaneamente dos épicos históricos que consolidaram o seu nome além-fronteiras, o autor covilhanense vira agora a sua pena para uma realidade incontornável e silenciosa: a velhice em Portugal.

Num país onde as projeções indicam que, a curto prazo, um em cada três cidadãos terá mais de 65 anos, Morgado recusa tratar o envelhecimento como mera estatística. Para o autor, trata-se de um tema estruturante que a contemporaneidade lida com um evidente “embaraço coletivo”.

“Vivemos numa sociedade que celebra a juventude, a beleza, a inovação tecnológica, a velocidade, a produtividade, o que empurra os velhos para as margens” — João Morgado

Durante a apresentação, o autor recorreu a uma metáfora contundente para ilustrar esta marginalização: “A sociedade parece um daqueles móveis que se compram e se montam em casa. Tudo encaixa, mas no fim sobram sempre uns parafusos – são os velhos.”

O corpo que cede e o espírito que resiste

Cemitério de Pardais acompanha os dias de um homem de 88 anos, forçado a fazer o balanço da vida que viveu. Assumido pelo próprio criador como um “livro incómodo”, a obra não romantiza a degradação física ou mental, nem escamoteia o peso do abandono familiar. Contudo, o abandono não surge aqui como um panfleto acusatório, mas sim como uma teia complexa de distâncias gradualmente construídas por vidas ocupadas demais para parar.

João Morgado 📷 Divulgação

Mais do que a crónica de um fim anunciado, a obra revela-se um tratado sobre a resiliência do afeto. No centro da narrativa habita um amor imperfeito e teimoso: o do protagonista pela mulher que perdeu num acidente, a quem continua a declamar poemas num ato de devoção quase cega. Na análise do crítico José Alberto Damas, que conduziu a apresentação em Penafiel, trata-se de um livro que “primeiro se estranha e depois se entranha”.

Sinergias artísticas e projeção lusófona

A sessão em Penafiel destacou-se pela confluência de várias disciplinas artísticas, sublinhando o carácter transversal da obra de Morgado. O evento foi precedido por uma visita à exposição de artes plásticas reVER ESCRITAS, de Bruno Santos, e culminou num momento musical intimista proporcionado por Daniel Lemos (guitarra) e Sérgio Calisto (violoncelo e nyckelharpa).

Na plateia, o eco internacional do trabalho de João Morgado fez-se sentir através da presença de diversas figuras do meio intelectual e lusófono, como o luso-brasileiro Fabiano de Abreu Agrela, diretor de comunicação e membro de conselhos científicos, evidenciando a forte rede de cooperação cultural que acompanha o trajeto do autor.

Regresso a Magalhães e salto para o cinema

Apesar da densidade da sua nova publicação, João Morgado mantém o olhar fixo no futuro. O escritor confirmou estar a promover uma nova edição do seu aclamado romance histórico Magalhães e a Ave-do-Paraíso, justificando que o navegador “levanta questões fascinantes sobre lealdade, pátria e grandeza humana, e merecia ser revisitado”.

Paralelamente à preparação de novas traduções internacionais das suas obras, Morgado revelou estar a explorar novas linguagens criativas. “Estou a trabalhar num guião para cinema, uma outra vertente que estou a desenvolver… sempre na minha filosofia de aceitar trabalhos que me desafiem”, concluiu o autor, garantindo que, enquanto houver leitores, continuará a dar rosto àqueles que o mundo insiste em não ver.

Tags: cemitériodesafiafunçãoinvisibilidadejoão morgadoliteratura temmuitas vezesnovo romanceOtabloide PTpardaisPortugalvelhice com
Previous Post

António Guterres assegura apoio das Nações Unidas na reconstrução síria após o fim do regime

Next Post

Candidaturas abertas para a 13.ª edição da Bolsa Rubina Barros

Posts Relacionados

Cultura

Cemitério de Pardais de João Morgado motiva encontro cultural na Biblioteca de Penafiel

Desporto

Penafiel Racing Fest 2026 reafirma estatuto de grande palco do desporto motorizado nacional

Penafiel

Centenas de vacinas contra a covid-19 estragadas devido a falha na refrigeração entregues no hospital de Penafiel

Penafiel

Acidente mortal em Penafiel

600 doses da vacina COVID-19 chegam a partir de amanhã.

Penafiel

Mulher escapa ilesa a incêndio numa habitação em Penafiel

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

12 − 7 =

Outras Notícias!

Candidaturas abertas para a 13.ª edição da Bolsa Rubina Barros

Candidaturas abertas para a 13.ª edição da Bolsa Rubina Barros

João Morgado desafia a invisibilidade da velhice com o novo romance “Cemitério de Pardais”

João Morgado desafia a invisibilidade da velhice com o novo romance “Cemitério de Pardais”

António Guterres assegura apoio das Nações Unidas na reconstrução síria após o fim do regime

Brasil nega vistos a dois funcionários dos EUA e eleva tensão diplomática com Washington

Brasil nega vistos a dois funcionários dos EUA e eleva tensão diplomática com Washington

silhouette of man standing on grass field during night time

Europa enfrenta escalada de incêndios com subida de 57% em apenas quatro anos

  • Ciência
  • Cultura
  • Famosos
  • Justiça
  • Politica
  • Sociedade
  • Tecnologia
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Tel +351 919 895 989 - (Chamada para rede móvel nacional)

© 2026 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

No Result
View All Result
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial

© 2026 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist