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Home Editorias Ciência

Mal-entendido com 40 anos. Afinal, a infame tribo egoísta do Uganda não é egoísta

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
3 de julho de 2020
Reading Time: 3 mins read
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Cathryn Townsend

O povo Ik de Uganda é uma pequena comunidade montanhosa com uma grande – e má – reputação. No entanto, agora, investigadores acreditam que a sua reputação é totalmente injusta.

Na década de 1960, um proeminente antropólogo chamado Colin Turnbull publicou um livro que descrevia o povo Ik como extraordinariamente “hostil”, “pouco caridoso” e “mesquinho”, tendo mesmo descrito o povo como “as pessoas sem amor”. Agora, uma nova investigação sugere que este pequeno grupo étnico não é mais egoísta do que qualquer outra comunidade que enfrente a fome.

De acordo com o novo estudo, publicado em maio na revista científica Evolutionary Human Sciences, os Ik são normalmente generosos e cooperativos. Porém, Turnbull apanhou-os no momento em que os seus recursos estavam perigosamente baixos.

“A alegação de Turnbull de que os Ik têm uma cultura de egoísmo pode ser rejeitada”, escrevem os autores. “As normas cooperativas são resilientes e o consenso entre os estudiosos de que os seres humanos são notavelmente cooperativos e de que a cooperação humana é apoiada pela cultura pode permanecer intacto”.

Com recurso a um jogo experimental que testa a generosidade de uma pessoa, os investigadores da Rutgers University-New Brunswick descobriram que o povo Ik não é, em média, menos magnânimo do que as centenas de outras pessoas ao redor do mundo que jogaram o mesmo jogo.

Quando a antropóloga Cathryn Townsend viveu entre a tribo em 2016, encontrou muitos atos de generosidade. Uma das suas frases favoritas é “tomora marang”, que significa “é bom partilhar”.  Na cultura Ik, existe um espírito chamado kíʝáwika, que monitoriza e pune o comportamento egoísta.

Usando o “jogo do ditador”, no qual um jogador pode distribuir dinheiro a outro jogador sob um conjunto de parâmetros variáveis, Townsend descobriu que os Ik são “razoavelmente normais” no que distribuem em comparação com outras sociedades. Mesmo durante a temporada de fome, quando os seus campos são improdutivos por falta de chuva, os Ik continuam a partilhar alimentos armazenados.

“Uma implicação do trabalho de Townsend é que devemos sempre considerar a possibilidade de que outros fatores além da cultura, incluindo mas não limitados à fome, também possam moldar o comportamento humano”, disse Lee Cronk, antropólogo da Rutgers University-New Brunswick, em comunicado divulgado pelo EurekAlert. “Outra implicação é que não podemos usar o Ik como exemplo de uma sociedade que adotou o egoísmo”.

Na investigação sobre a comunidade entre 1964 e 1967, Colin Turnbull escreveu que os Ik tinham “cultivado o individualismo até ao ápice”, abandonando crianças e roubando comida dos idosos.

Turnbull queria que o povo fosse disperso no Uganda para destruir a sua cultura e idioma, mas nunca o conseguiu. Porém, a reputação que criou continuou a atormentar o povo Ik durante décadas.

“O erro mais fundamental de Turnbull pode ter sido assumir que todo o comportamento o povo Ik, juntamente com todo o comportamento humano de forma mais ampla, é melhor explicado com referência à cultura”, argumentam os autores.

A explicação mais provável é que o comportamento que Turnbull observou foi um subproduto da fome – e não uma adaptação cultural à escassez.

Desde a fome dos anos 60, os Ik passaram por outros períodos de fome, além de uma epidemia de cólera. A resiliência a essas dificuldades extremas é um testemunho contínuo da cultura Ik.

Esta não é a primeira vez que os escritos de Turnbull sobre o povo Ik enfrentam críticas. Ao longo dos anos, muitos estudiosos começaram a contestar a ideia de que estas pessoas eram seres humanos adúlteros e insensíveis, totalmente despreocupados com a família e entes queridos.

“O relato de Turnbull sobre a cultura Ik acabou por divergir da maioria das observações que fizémos – na medida em que às vezes eu estava sob a impressão que estava a lidar com pessoas totalmente diferentes”, escreveu o antropólogo Bernd Heine, que foi morar entre os Ik na década de 1980.

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