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Home Ciência

Medusas lançam granadas de muco e deixam a “água dormente”

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
22 de Fevereiro de 2020
Reading Time: 2 mins read
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Free-Photos / Pixabay

Uma espécie de medusa caça as suas presas lançando granadas de veneno para deixar a “água dormente”. Esta é a resolução de um mistério de longa data, que também afeta seres humanos.

As águas-vivas-de-cabeça-para-baixo (Cassiopea xamachana), encontradas nas águas rasas da Florida e das Caraíbas, são um grande incómodo para mergulhadores e surfistas que se queixam frequentemente das picadas de que são alvo sem, contudo, tocarem nestas criaturas.

Até agora, os cientistas desconfiavam de que as picadas eram culpa de espécimes mais jovens e, portanto, mais pequenos. No entanto, uma equipa de cientistas do Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos descobriu que estas medusas desenvolveram uma forma de caçar sem precisarem de tentáculos.

Segundo o Science Alert, estes animais lançam glóbulos de muco enriquecido com veneno que tornam a “água dormente”. O muco contém estruturas compostas por milhares de células urticantes que, dentro de si, têm nematocistos – armas em miniatura que contêm cocktails de toxinas presentes sobretudo nos tentáculos.

Estas estruturas, em forma de concha, chamam-se “cassiosomas” e podem mesmo ser as responsáveis pela “água dormente”. Apesar de o veneno não ser forte o suficiente para representar um risco sério para os seres humanos, a substância é capaz de danificar as células da pele e é mortal para organismos mais pequenos.

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Cheryl Ames, da Escola de Ciências Agrícolas da Universidade Tohoku, no Japão, explicou que a “água dormente” causa uma sensação de comichão e, “dependendo da pessoa, pode causar desconforto suficiente para a fazer sair da água”.

As conclusões desta descoberta, cujos resultados foram recentemente publicados na Communications Biology, poderá contribuir para avanços tecnológicos que terão implicação na segurança tanto de mergulhadores militares como de quem faz mergulho por lazer.

“Também é fascinante de uma perspetiva evolutiva, da história natural e da biotecnologia”, rematou a cientista.

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