Vila Real, Portugal – O rio Corgo, em Vila Real, transformou-se num cenário de preocupação ambiental. Dezenas de peixes apareceram mortos nas margens, levando a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a desencadear uma operação de averiguação técnica. A diligência, executada em conjunto com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, centrou-se na recolha de amostras de água e dos próprios exemplares para análise laboratorial.
O objetivo é claro: identificar o que provocou a mortandade e medir o real impacto no ecossistema local. As primeiras observações no local deixam pouca margem para dúvidas quanto à origem do problema. Aponta-se para uma descarga anormal de águas residuais que terá infiltrado a linha de água através da rede de drenagem pluvial. A origem exata desta descarga permanece, contudo, por esclarecer.
O fenómeno terá sido pontual, concentrando-se entre os dias 15 e 16 de agosto. Curiosamente, este intervalo de tempo coincide com um período de instabilidade meteorológica na região transmontana, marcada pela ocorrência de trovoadas e precipitação. A entrada destas águas, somada ao caudal reduzido, característico dos meses de verão, e às temperaturas elevadas, terá criado o ambiente propício para o desfecho trágico observado pela população.
Enquanto aguardam pelos resultados definitivos dos laboratórios, os técnicos da APA mantêm o acompanhamento próximo da situação no leito do rio. Só após a conclusão destes relatórios será possível avançar com conclusões definitivas sobre a extensão do dano e, eventualmente, identificar responsabilidades pelo sucedido. Para já, o foco mantém-se no monitoramento da qualidade da água e na estabilização da zona afetada.











