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Home Ciência

Plantas podem ajudar-nos a encontrar cadáveres escondidos

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
8 de Setembro de 2020
Reading Time: 2 mins read
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jucha.marcin / Canva

Cientistas botânicos da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, estão a investigar como é que as plantas podem ajudar a encontrar cadáveres escondidos. Assim, árvores e arbustos podem ser úteis no trabalho de investigação policial.

Tradicionalmente, as equipas de busca têm uma tarefa árdua. Vaguear a pé por uma enorme área florestal à procura de um cadáver enterrado não é propriamente o trabalho mais fácil do mundo. No entanto, a polícia pode agora contar com a ajuda da natureza.

Num estudo publicado este mês na revista Trends in Plant Science, os investigadores explicam como é que a copa das árvores pode ser usada em missões de recuperação de cadáveres. Mudanças químicas nas plantas, por exemplo, pode ser um sinal de que um corpo está enterrado nas redondezas, sugerem os cientistas.

“Em paisagens abertas mais pequenas, patrulhas a pé podem ser eficazes para encontrar alguém desaparecido, mas em partes mais florestadas ou traiçoeiras do mundo como a Amazónia, isso não será possível”, explicou o autor principal Neal Stewart Jr., professor na Universidade do Tennessee, num comunicado citado pela EuropaPress.

“Isto levou-nos a ver as plantas como indicadores da decomposição humana, o que poderia levar a uma recuperação mais rápida e possivelmente mais segura do corpo”, acrescentou.

Os investigadores estão a estudar como é que a área ao redor do cadáver muda as concentrações de nutrientes no solo e, consequentemente, essas mudanças manifestam-se nas plantas próximas ao local.

“O resultado mais óbvio seria uma grande libertação de azoto no solo, especialmente no verão, quando a decomposição acontece tão rapidamente”, explica Stewart. “Dependendo da rapidez com que as plantas respondem ao influxo de azoto, pode causar mudanças na cor e na reflexão da luz nas folhas”.

Há um senão: os animais também podem morrer nos lugares onde as pessoas desaparecem. Por isso, seria importante encontrar metabólitos específicos para a degradação humana.

“Uma ideia é que se tivéssemos uma pessoa específica que desapareceu e era, digamos, um fumador ávido, ela poderia ter um perfil químico que poderia desencadear algum tipo de resposta única da planta, tornando mais fácil de a localizar”, salienta Stewart, embora garante que, nesta fase, essa ideia é pouco plausível.


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