O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, afirmou que Portugal não tem futuro sem mobilidade e imigração, durante um discurso no aniversário do Instituto Politécnico de Coimbra, enquanto o Parlamento discute novas leis migratórias.
Ele destacou que quase dois terços do crescimento econômico dos últimos cinco anos no país se devem à mobilidade humana e laboral.
Na zona euro, 60% dos 12 milhões de novos empregos nesse período foram ocupados por pessoas que migraram de seu país de origem.
Centeno também apontou avanços no mercado de trabalho em Portugal:
- Salários quase duplicaram em dez anos.
- O emprego cresceu cerca de 40% no mesmo período.
- O aumento salarial se deve não só ao salário mínimo, mas também à melhora das qualificações profissionais.
Ele ressaltou que os setores que mais contribuíram para o crescimento são os de atividades científicas, informação, comunicação e indústria qualificada, e não o turismo.
Por fim, lembrou os desafios herdados da crise de 2008–2014, quando o investimento em habitação caiu 83% e a produção do setor, 60%. Mesmo assim, disse que superar esses desafios é um “bom desafio” para o país.










