Lisboa, Portugal – A economia nacional registou um crescimento homólogo de 2,3% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada por uma forte recuperação das exportações e pelo aumento real dos salários acima da inflação.
Este desempenho demonstra a resiliência da atividade económica do país, que conseguiu manter uma trajetória ascendente mesmo perante um contexto internacional adverso, marcado por tempestades severas e pela instabilidade geopolítica decorrente do conflito no Médio Oriente.
Os rendimentos dos cidadãos acompanharam esta tendência positiva, registando-se uma evolução nos salários mínimos e médios que superou o ritmo de subida dos preços, garantindo um ganho real no poder de compra das famílias.
O dinamismo do mercado nacional reflete-se também no forte interesse dos investidores internacionais, estando atualmente em fase de análise detalhada um total de 85 projetos de investimento estrangeiro estruturantes.
Estas iniciativas representam uma intenção de investimento global superior a 22 mil milhões de euros, o que evidencia a confiança externa na estabilidade e no potencial de valorização do mercado português a longo prazo.
No setor do comércio externo, após um abrandamento verificado nos primeiros meses do ano, as exportações nacionais registaram uma recuperação muito expressiva durante o mês de março, estabelecendo um novo máximo histórico.
O crescimento das vendas ao exterior atingiu uma subida mensal de 20,9% face a fevereiro, transformando março no melhor mês de sempre para as empresas exportadoras nacionais e consolidando a competitividade do país globalmente.
Estes indicadores traduzem-se em impactos concretos no quotidiano da população, materializando-se em novos postos de trabalho, maior estabilidade financeira e na criação de oportunidades reais de progressão profissional para os trabalhadores portugueses.
Estratégias públicas de apoio à competitividade
Para sustentar esta dinâmica, estão em marcha políticas públicas consistentes que visam criar as condições ideais para a atração de capital produtivo e para a geração de emprego qualificado em todo o território nacional.
O Programa Reforçar assume aqui um papel central, tendo já mobilizado cerca de 5,3 mil milhões de euros dos 10 mil milhões de euros inicialmente aprovados para impulsionar a internacionalização das empresas portuguesas.
Este envelope financeiro tem sido direcionado para projetos que aumentem a capacidade exportadora e a competitividade do tecido empresarial, permitindo às organizações nacionais ganhar escala e penetrar em novos mercados globais.
Em paralelo, o Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade conta com uma dotação superior a 4,5 mil milhões de euros especificamente orientada para apoiar o processo de reindustrialização do país.
Estes recursos destinam-se a modernizar a base industrial portuguesa, promovendo a transição tecnológica, a sustentabilidade dos processos de fabrico e a incorporação de maior valor acrescentado nos produtos fabricados em Portugal.
Reforma administrativa e combate à burocracia
Além dos apoios financeiros diretos, a estratégia de desenvolvimento económico passa por enfrentar um dos maiores obstáculos estruturais ao investimento no país, nomeadamente o excesso de burocracia e a lentidão dos processos administrativos.
Está em preparação uma reforma profunda de todo o regime de licenciamento nacional, que prevê a criação de um modelo comum e simplificado para os setores da indústria, do turismo e do comércio.
Esta harmonização de procedimentos vai abranger igualmente as atividades de serviços e de restauração, unificando regras que antes se encontravam dispersas por múltiplos regulamentos e entidades públicas distintas.
O grande objetivo desta iniciativa regulatória é reduzir de forma drástica os prazos de resposta do Estado, eliminar a incerteza jurídica e baixar significativamente os custos de contexto associados ao investimento privado.
Ao extinguir a perda de tempo que penaliza as empresas, o executivo pretende eliminar um custo invisível que afeta a produtividade e a capacidade de atração de novos projetos geradores de riqueza.











