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Home Ciência

Príncipe germânico foi enterrado com seis mulheres em redor de um caldeirão

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
30 de Setembro de 2020
Reading Time: 3 mins read
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Wessex Archaeology / Flickr

Um cemitério pertencente a um senhor de alto estatuto foi descoberto na Saxónia-Anhalt, perto de Brücken-Hackpfüffel, numa escavação que os arqueólogos estão a descrever como a mais importante dos últimos 40 anos da história da Alemanha.

O antigo túmulo data de 1.500 anos e apresenta um arranjo incomum: um caldeirão no seu centro cercado pelos restos mortais de seis mulheres desconhecidas.

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, o túmulo provavelmente pertencia a um príncipe germânico. O estatuto do indivíduo a quem o túmulo foi dedicado reflete-se no design e no conteúdo do complexo.

O extravagante túmulo contém os restos mortais de vários animais, incluindo gado, cães e 11 cavalos, bem como valiosos artefactos de ouro e prata. Além disso, o túmulo é cercada por 40 a 60 outras sepulturas.

O maior mistério do sítio arqueológico, que foi descoberto acidentalmente durante a construção de um galinheiro, é a colocação de um caldeirão de bronze no seu centro circundado pelos túmulos de seis corpos femininos.

Os restos mortais da figura importante a quem se destina o túmulo ainda não foram encontrados – mas os investigadores têm os seus palpites. “Ainda não encontrámos o príncipe em pessoa. Mas talvez as suas cinzas estejam no caldeirão de bronze”, disse Susanne Friederich, arqueóloga do Museu Estadual de Pré-história de Halle.

Os cientistas suspeitam que o cemitério central foi construído num túmulo com as sepulturas individuais externas adicionadas ao redor dele posteriormente.

Embora seja muito cedo para determinar porque é que as seis mulheres ao redor do caldeirão foram enterradas dessa forma, há uma série de explicações possíveis.

As mulheres poderiam ser concubinas ou devotas do falecido príncipe. Porém, os investigadores ainda precisam de determinar a forma como as mulheres morreram, o que pode apontar se foram sacrificadas involuntariamente ou se se suicidaram voluntariamente para acompanhar o príncipe na morte como num tipo de culto.

Até agora, as estimativas de quando o cemitério foi criado variam entre 480 e 530. Isso significa que o sepultamento teria sido na época da queda do Império Romano, o que levou muitas tribos germânicas a invadir os antigos territórios romanos.

Os arqueólogos também descobriram artefactos notáveis dentro do complexo do cemitério. Entre os mais notáveis estava uma série de vestimentas elaboradamente detalhadas – que os cientistas dizem indicar a presença de uma tribo germânica -, uma espada, um escudo feito de ferro e uma moeda de ouro com o imperador romano oriental Zenão, que viveu por volta de 480.

Os investigadores também descobriram uma pequena estatueta que se acredita ter a forma de um deus germânico e que se estima ser ainda mais antiga do que o próprio túmulo, possivelmente datando de há 1.800 anos.

Os arqueólogos acreditam que o túmulo era protegida de saqueadores pela sua localização numa cavidade natural que ficou coberta pela Terra ao longo dos milénios. As camadas de sujidade agiam como um escudo protetor, escondendo o tesouro de artefactos históricos no seu interior.

Enquanto os arqueólogos continuam o seu trabalho no local, a localização exata da escavação do túmulo antigo ainda não foi revelada.


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