Mário Cruz / Lusa

Em 2018, os beneficiários da Segurança Social tiveram de esperar, em média, 147 dias – cerca de cinco meses -, entre o dia que se aposentaram e o momento que começaram a receber a pensão de velhice.
O tempo de espera pela atribuição da reforma no ano passado foi, segundo avança o Correio da Manhã esta quinta-feira, de mais 40 dias do que em 2017, indica o relatório de atividades do Instituto de Segurança Social (ISS) de 2018. “Verificou-se um aumento generalizado do número de dias de deferimento face a 2017”, lê-se.
Também em 2018, segundo o CM, a pensão por invalidez “registou um aumento de 40 dias”, ou seja, os beneficiários tiveram de esperar quase sete meses para a receber. Já na pensão de sobrevivência, o aumento foi de 15 dias – para mais de três meses.
Os beneficiários do complemento por dependência passaram a ter de esperar, em média, 189 dias, mais 38 do que em 2017. Só a pensão social de velhice diminui um dia no tempo de espera face a 2017.
De acordo com o CM, os aumentos devem-se a dois fatores. Por um lado, o “aumento verificado nos requerimentos, decorrente das alterações ao regime de flexibilização de acesso à pensão de reforma”, disse o Instituto de Segurança Social, citado pelo matutino. Por outro lado, pelo facto de o deferimento em todos os pedidos de pensão de velhice antecipada estar dependente da resposta à notificação prévia dos requerentes”.
Além disso, a “carência de recursos humanos no Centro Nacional de Pensões, que se vem agravando ao longo dos últimos anos”, é outro dos fatores apontados pelo ISS.
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