Lisboa, Portugal – A dinamização da integração no Mercado Único europeu está na base de uma nova parceria estratégica estabelecida entre Lisboa e Madrid. Com o intuito de remover obstáculos administrativos e diminuir os denominados custos de contexto, os dois governos constituíram uma equipa conjunta dedicada a potenciar resultados tangíveis, priorizando as necessidades das pequenas e médias empresas, bem como o desenvolvimento das zonas transfronteiriças.
Este compromisso materializou-se durante o encontro inaugural do Fórum Estratégico Luso-Espanhol para a Competitividade, realizado a 18 de junho na capital portuguesa. O diálogo contou com a presença de Castro Almeida, ministro da Coesão Territorial de Portugal, e de Carlos Cuerpo, primeiro vice-presidente do Governo de Espanha e ministro da Economia, Comércio e Empresas. A iniciativa deriva de um entendimento formalizado em março de 2026, por ocasião da XXXVI Cimeira Luso-Espanhola.
Foco na eficácia regulamentar
Durante a sessão, os governantes sublinharam a urgência de superar entraves técnicos e regulamentares que ainda dificultam a fluidez comercial entre as duas nações. A estratégia delineada passa por fortalecer a coordenação administrativa, assegurar que as normas nacionais se alinham rigorosamente com o direito da União Europeia e garantir maior transparência para o setor empresarial. Ambos os responsáveis partilham a convicção de que a Península Ibérica detém condições ímpares para se afirmar como um laboratório de referência para o Mercado Único, promovendo uma economia mais resiliente perante as incertezas do cenário global.
Aliança entre instituições financeiras
Para além da vertente política, a reunião serviu de palco para o estreitamento de laços entre os organismos financeiros públicos dos dois estados. O Banco Português de Fomento e o Instituto de Crédito Oficial de Espanha selaram um memorando de entendimento com propósitos claros. Entre as metas desta colaboração destaca-se a promoção de soluções para a habitação social e o arrendamento com rendas acessíveis, através da partilha de conhecimentos e modelos de financiamento.
Adicionalmente, as instituições comprometeram-se a harmonizar critérios de análise de risco de crédito, visando alargar as opções de financiamento disponíveis. O plano inclui ainda o estímulo à internacionalização das empresas nacionais e a implementação de sistemas de garantias destinados especificamente às PME.
O acompanhamento destes dossiers já tem data marcada: o último trimestre de 2026 será o momento para realizar um balanço das medidas aplicadas e projetar novos campos de intervenção que assegurem a competitividade da região no longo prazo.











