O antigo presidente norte-americano, Donald Trump, terá intervindo pessoalmente para autorizar a entrada do senador brasileiro Flávio Bolsonaro e da sua família em território dos Estados Unidos. A revelação foi avançada pelo jornal The Wall Street Journal e corroborada por fontes próximas do processo, detalhando uma operação logística com contornos internacionais que envolveu passaportes europeus e assessores políticos de alto nível.
De acordo com as informações publicadas, a viagem de Flávio Bolsonaro rumo a Miami terá começado com uma rota estratégica através da América do Sul, passando por Puerto Iguazú, na Argentina, e pelo Equador. Para cruzar a fronteira argentina, o senador utilizou um passaporte italiano. Enquanto a sua esposa e uma das filhas viajaram com passaportes brasileiros, a outra filha utilizou apenas o documento de identidade (RG).
O papel dos estrategistas
A operação de transporte terá sido coordenada por figuras proeminentes da ala conservadora americana e sul-americana. Segundo o The New York Times, o jato privado que transportou a família Bolsonaro a partir da Argentina foi providenciado por Jason Miller, conhecido estrategista político de Donald Trump. O planeamento terá contado ainda com a articulação de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, e de Santiago Caputo, consultor do presidente argentino Javier Milei.
O caso remonta a antecedentes de fricção com a justiça brasileira. Em setembro de 2021, a Polícia Federal do Brasil chegou a reter Flávio Bolsonaro por cerca de três horas no Aeroporto de Brasília, em cumprimento de uma ordem judicial emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Reações e permanência
Questionada sobre o envolvimento de Miller na facilitação do voo e da entrada nos EUA, a Casa Banca remeteu os esclarecimentos para o próprio assessor. Através da rede social X, Jason Miller reagiu de forma evasiva às perguntas da imprensa brasileira, declarando: “Quem faz ‘Fake news’ vai para a caixa postal”.
Apesar das controvérsias e dos prazos estritos que o senador enfrentava para a entrega do seu passaporte às autoridades brasileiras, fontes governamentais indicam que a administração norte-americana garantiu que a entrada seria permitida. De acordo com a CNN Brasil, Flávio Bolsonaro e a sua família receberam uma autorização especial para permanecer nos Estados Unidos pelo período de um ano









