Braga, Portugal – O Sp. Braga entra em campo esta quinta-feira, no Estádio Municipal, para decidir o seu futuro na Liga Conferência. Com o triunfo por 1-0 alcançado na primeira mão na Sérvia, a formação minhota parte em vantagem para este segundo duelo da segunda pré-eliminatória contra o Železničar Pančevo. Ainda assim, a mensagem que emana do balneário é de prudência e foco total.
Carlos Vicens rejeita qualquer hipótese de relaxamento. O treinador espanhol quer ver o seu grupo fiel à identidade que construiu ao longo dos últimos meses. Para o técnico, a vantagem tangível obtida fora de portas não deve alterar a estratégia ou a mentalidade do coletivo. O objetivo passa por apresentar uma exibição consistente, que reflita o trabalho desenvolvido desde que assumiu o comando da equipa.
Apesar da vitória na primeira mão, Vicens foi crítico quanto ao desempenho ofensivo demonstrado em solo sérvio. O técnico reconheceu a competência na pressão exercida sobre o adversário, mas sublinhou a necessidade de maior contundência e energia no momento de atacar. “Faltou determinação”, atirou, lembrando que a eliminatória, embora favorável, permanece em aberto e exige o máximo rigor competitivo.
Questionado sobre o alcance das ambições europeias dos arsenalistas, o treinador preferiu manter os pés assentes na terra. Para Vicens, qualquer discurso sobre metas mais ambiciosas na prova só terá cabimento após a confirmação do apuramento. “O primeiro objetivo é ganhar o direito de disputar esta competição”, afirmou, recusando projectar o futuro para além dos noventa minutos que se avizinham.
O processo de maturação da equipa, que ainda vive uma fase embrionária da temporada, é outro dos tópicos na agenda do técnico. A integração dos novos reforços e a consolidação dos processos de jogo surgem como pedras angulares para elevar a qualidade do coletivo. Segundo o espanhol, a diferença entre uma temporada boa e uma época memorável reside na capacidade de transformar os hábitos diários, elevando o nível de exigência para um patamar extraordinário.
Quanto ao mercado de transferências, o discurso manteve a linha da sobriedade. Vicens clarificou que as decisões institucionais não estão dependentes de um único jogo, mantendo a prioridade centrada na valorização do atual plantel. Mesmo com a janela aberta, o foco absoluto do treinador reside em retirar o máximo rendimento dos jogadores que tem à disposição, apostando na evolução constante das sinergias entre os elementos que compõem o grupo de trabalho.











