O mercado de trabalho nacional registou uma melhoria nos indicadores de ocupação, com a taxa de desemprego a fixar-se nos 6%. Este valor representa uma descida de 0,4 pontos percentuais, alinhando-se com a média verificada no conjunto dos Estados-membros da UE. Em termos nominais, a população sem emprego sofreu uma redução de 4%, totalizando atualmente cerca de 337 mil indivíduos.
Desafios e resultados na faixa etária jovem
Embora se observe uma tendência de recuperação, a situação dos jovens continua a exigir atenção, com a taxa de desemprego no escalão dos 16 aos 24 anos a situar-se nos 19,5%. Ainda assim, este dado reflete uma melhoria de 2,1 pontos percentuais em comparação com o ano anterior. Ao analisar outros indicadores, o país apresenta um desempenho superior à média da UE no que diz respeito à integração escolar e profissional das novas gerações.
O abandono precoce do sistema de ensino e formação fixou-se nos 6,1% em território nacional, um valor significativamente mais baixo do que os 9,1% observados no bloco europeu. De igual modo, a percentagem de jovens entre os 15 e os 29 anos que se encontra fora do mercado de trabalho e sem vínculo ao sistema educativo — o grupo conhecido como “nem-nem” — manteve-se nos 8%, ficando abaixo dos 11% registados na média da UE.
Predomínio das microempresas no tecido nacional
A estrutura empresarial portuguesa mantém um perfil vincadamente caracterizado pela pequena dimensão das organizações. Os dados relativos a 2024 confirmam que 81,3% das empresas operam com um máximo de nove colaboradores. As estruturas com uma dimensão intermédia, que empregam entre 10 e 49 pessoas, representam 15,5% do total, restando apenas 3,3% de empresas com 50 ou mais trabalhadores.
Estas características do ecossistema empresarial são fundamentais para interpretar a dinâmica do emprego e os obstáculos ao aumento da produtividade nacional. A análise destas tendências consta no Relatório sobre Emprego e Formação 2025, um documento que examina as mudanças económicas e laborais do país. O estudo foi apresentado formalmente no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, pelo Centro de Relações Laborais.











