Encargo médio mensal manteve-se em 394 euros, igual ao mês anterior. A taxa aplicada ao crédito para aquisição de habitação caiu para 3,307%, em agosto, menos 7,8 pontos-base em relação a julho (3,385%). Trata-se de nova queda após o valor máximo registado em janeiro de 2024, de 4,657%. Já a taxa relativa aos contratos assinados nos últimos três meses fixou-se em 2,883%, abaixo dos 2,897% de julho, representando uma descida acumulada de 1,497 pontos, face ao pico de outubro de 2023.
De acordo com os números mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no âmbito das despesas familiares, o encargo médio mensal pago às instituições financeiras manteve-se em 394 euros, igual ao observado em julho. Comparando com agosto de 2024, são menos 10 euros (-2,5%).
Do valor da mensalidade, 199 euros (51%) correspondem a juros e 195 euros (49%) a reembolso de capital, ou seja, metade do pagamento refere-se a encargos financeiros e a outra metade à redução da dívida. O peso dos juros continua elevado no orçamento, sendo uma das maiores preocupações da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde.
Nos contratos firmados nos últimos três meses, o encargo médio aumentou 16 euros, atingindo 651 euros, o que representa um crescimento de 5,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os registos do INE indicam ainda que o montante médio em dívida subiu 592 euros, superando os 72 mil euros. Para os contratos mais recentes, o valor médio em dívida atingiu 161 321 euros, mais 1768 euros do que nos três meses terminados em julho.










