O segmento da reabilitação urbana iniciou o segundo trimestre de 2026 com indicadores mais favoráveis, revelando sinais de recuperação após um período marcado por alguma desaceleração. Os dados constam do mais recente Barómetro da Reabilitação Urbana divulgado pela AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas.
Segundo o inquérito realizado pela associação, o mês de abril trouxe uma melhoria dos principais indicadores de confiança do setor. O índice relativo ao nível de atividade registou uma subida homóloga de 7,4%, invertendo a tendência observada em março e evidenciando um reforço da dinâmica das empresas ligadas à reabilitação urbana.
Também a carteira de encomendas apresentou uma evolução positiva. Em abril, o respetivo índice cresceu 4% em termos homólogos, refletindo uma maior confiança das empresas quanto à atividade futura.
Outro dos indicadores analisados foi a produção contratada, que mede o número de meses de trabalho já garantidos a um ritmo normal de execução. Este indicador aumentou para 9,6 meses em abril, recuperando face aos 8 meses registados em março. Ainda assim, permanece abaixo dos 10,5 meses observados no período homólogo do ano passado.
Apesar da melhoria nos indicadores de confiança, os dados do licenciamento continuam a refletir uma quebra da atividade. Até março de 2026 foram emitidas 1.547 licenças de reabilitação urbana, o que representa uma redução homóloga acumulada de 14,4%.
A descida verificou-se tanto no segmento habitacional como no não residencial. No caso das obras de reabilitação habitacional, a quebra foi de 12,4%, enquanto nas intervenções não residenciais a redução atingiu os 17,6%.
A AICCOPN recorda, contudo, que os dados relativos ao licenciamento abrangem apenas operações sujeitas a controlo prévio municipal, não refletindo a totalidade das intervenções de reabilitação realizadas no território nacional.
Ainda assim, os resultados de abril apontam para um reforço da atividade e da confiança das empresas, sugerindo um arranque mais positivo do segundo trimestre para um setor que continua a desempenhar um papel relevante na modernização do parque edificado e na revitalização dos centros urbanos.











