O líder do Chega afirmou esta sexta-feira que, caso as alterações à legislação laboral fossem submetidas a votação neste momento, o partido votaria contra, considerando que a proposta apresentada pelo Governo é inadequada.
Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, André Ventura disse esperar que o executivo recue em algumas das medidas, defendendo que “esta é uma má reforma do trabalho e é uma reforma ineficaz para quem trabalha e que penaliza as pessoas que trabalham”.
“Portanto, neste momento não pode ter o nosso aval. Se me perguntar se fosse agora, qual era a posição do Chega? Era contra, porque esta não é uma boa reforma do trabalho”, afirmou.
Apesar das críticas, o dirigente reiterou disponibilidade para negociar com o Governo, apontando como uma das propostas do partido a redução da idade da reforma para os 65 anos.
Ventura referiu-se ainda à greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho, considerando que representa “um sinal do fracasso do Governo nas negociações”. Segundo o líder partidário, as alterações em causa correspondem mais a ajustes pontuais da legislação do que a uma reforma estrutural, questionando o seu impacto na economia e na produtividade.
“O país não se resolve com greves gerais, resolve-se com avanços, com decisão e com negociação”, concluiu.










