Figueira da Foz, Portugal – O cenário de estabilidade política, financeira e económica, aliado a um clima favorável à atividade empresarial, está a posicionar Portugal como um destino de eleição para o capital estrangeiro e nacional. A garantia foi dada pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, que salientou a visão estratégica do executivo em criar um ambiente que inspira segurança e confiança aos mercados externos, fortalecendo a capacidade de o país atrair novos projetos e gerar mais riqueza.
Durante a cerimónia que marcou o início dos trabalhos na nova unidade fabril da Hennig Portugal, localizada na Figueira da Foz, o chefe do Governo detalhou os pilares da sua estratégia económica. O foco reside na implementação de uma política fiscal menos penalizadora para quem exerce funções profissionais, bem como na criação de mecanismos que galardoem o desempenho, a dedicação e os resultados obtidos pelas empresas. Segundo o governante, esta abordagem é fundamental para impulsionar a inovação e assegurar a progressiva melhoria dos salários.
A criação de riqueza como motor social
Para Luís Montenegro, a geração de riqueza constitui a via principal para mitigar desigualdades e atenuar as vulnerabilidades sociais que afetam várias camadas da população. Na sua visão, a erradicação da pobreza está intrinsecamente ligada à dinamização económica. Ao reconhecer o voto de confiança dos investidores no potencial português, o Primeiro-Ministro descreveu a colaboração entre o setor privado e o Estado como uma relação de benefício mútuo. O objetivo é assegurar o sucesso das empresas para que, consequentemente, o país possa colher frutos e canalizá-los para o bem-estar social.
O papel estratégico da descentralização e da AICEP
O Primeiro-Ministro realçou ainda a função indispensável dos municípios no fomento da coesão territorial e do desenvolvimento regional. Para o governante, as autarquias devem atuar como motores dinâmicos, assumindo um perfil proativo e corajoso no sentido de mitigar riscos e acolher novos investimentos que revitalizem as economias locais. Paralelamente, reiterou a total confiança do executivo na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), prometendo continuar a potenciar a sua capacidade de angariação.
Como prova desta eficácia, Montenegro sublinhou que 2025 consolidou-se como o ano recorde no volume de investimento direto estrangeiro contratualizado através da agência. Este indicador reflete, na sua opinião, a robustez da imagem de Portugal perante a Europa e o mundo.
O compromisso com as gerações vindouras
A solidez das finanças públicas foi apontada como um fator determinante para que o Estado consiga financiar-se com melhores taxas, aumentando a margem para o investimento e para a qualificação dos serviços públicos. O governante destacou que esta estabilidade é um elemento essencial para aumentar a competitividade das empresas nacionais.
Um dos pontos fulcrais da estratégia reside na articulação estreita entre as instituições de ensino — seja o profissional, o politécnico ou o universitário — e a realidade empresarial. Esta ligação é vista como um diferencial competitivo, capaz de responder com precisão às exigências dinâmicas da economia moderna. Ao encerrar a sua intervenção, Luís Montenegro reforçou que a missão do atual Governo é edificar um país com melhores condições do que o herdado, respondendo aos desafios imediatos enquanto prepara um futuro mais próspero e valorizador para todos os cidadãos.











