Aveiro, Portugal – Os sistemas da Universidade de Aveiro (UA) foram alvo de uma intrusão maliciosa detetada no passado dia 20, num ataque de ransomware que resultou na exfiltração de informação sensível. A equipa de resposta a incidentes do Centro Nacional de Cibersegurança foi alertada de imediato sobre a situação, que envolveu a extração de conteúdos de caixas de correio eletrónico e de, pelo menos, uma base de dados da instituição.
O modus operandi dos atacantes seguiu o padrão habitual deste tipo de crime: a instalação de software malicioso para bloquear o funcionamento dos sistemas e exigir um resgate em troca do acesso aos dados. Perante a ameaça, a Universidade de Aveiro procedeu ao bloqueio da origem do ataque e iniciou o restauro dos seus serviços através de cópias de segurança.
Artur Silva, reitor da instituição, confirmou que a exposição afetou tanto dados pessoais como institucionais. Embora o número de contas de correio eletrónico atingidas seja, segundo a administração, reduzido, o processo de notificação aos utilizadores visados está em curso. O reitor sublinhou que, até ao momento, não se verificou a destruição de ficheiros, mas sim a cópia indevida de registos, cuja real extensão permanece ainda sob avaliação técnica rigorosa.
Autoridades a investigar
A gravidade da intrusão levou ao envolvimento direto da Polícia Judiciária e da Comissão Nacional de Proteção de Dados, entidades que acompanham o caso para identificar os contornos do crime informático. Enquanto a equipa de TI trabalha para mitigar os impactos da fuga de informação, a reitoria publicou uma nota de repúdio contra a ação, lamentando os constrangimentos operacionais impostos à comunidade académica.
Neste momento, a prioridade da universidade passa pela análise exaustiva dos servidores comprometidos, procurando determinar a profundidade do acesso ilícito e reforçar as barreiras de segurança para prevenir futuras vulnerabilidades nos sistemas de informação da academia.







