A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, anunciou esta segunda-feira a intenção de criar uma comissão de inquérito parlamentar para avaliar a coordenação e os meios de combate aos incêndios florestais ocorridos no verão de 2025.
O anúncio foi feito na freguesia de Avô, no concelho de Oliveira do Hospital, após uma visita a um agricultor que voltou a ver os seus bens atingidos pelas chamas.
“Este é o momento de perceber como funcionaram as cadeias de comando e a desorganização no combate aos incêndios. Queremos avaliar porque é que os mecanismos de prevenção, já possíveis com satélites e novas tecnologias, não funcionaram”, afirmou Mortágua.
Principais pontos do pedido de inquérito:
- Análise da coordenação entre ICNF, ANEPC, autarquias, forças de segurança e comunidades intermunicipais.
- Investigação sobre a disponibilidade, contratação e manutenção de meios aéreos (helicópteros e aviões Canadair).
- Apuração das falhas na ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e nas negociações bilaterais com outros países.
- Estudo sobre a falta de integração de tecnologias de deteção remota em tempo real.
- Identificação de atrasos médios superiores a 25 minutos no alerta em diversos concelhos.
“Portugal continua a gastar milhões na contratação de meios aéreos em vez de os integrar na Força Aérea e na Proteção Civil. É altura de perceber as responsabilidades governativas por esta ineficiência”, acrescentou a líder do BE.
O pedido será formalizado esta segunda-feira na Assembleia da República e pretende apurar responsabilidades políticas e administrativas relacionadas com a prevenção, contratação de meios e coordenação de combate aos incêndios.










